Dois homens são soltos pela Polícia Civil após prisão por homicídio no Bairro Dom Bosco em Juiz de Fora
Dois homens de 34 e 40 anos foram liberados após Polícia Civil entender que não havia provas suficientes para manter a prisão.
Por Redação Diário Local
Dois homens, de 34 e 40 anos, foram liberados pela Polícia Civil após serem presos em flagrante por suspeita de envolvimento em um homicídio no Bairro Dom Bosco, em Juiz de Fora. A corporação informou que não foram reunidos elementos suficientes para justificar a manutenção da prisão dos investigados.
O crime ocorreu na madrugada de sábado (18), na Zona Sul da cidade. Na ocasião, uma equipe do Tático Móvel da Polícia Militar realizava uma operação no setor conhecido como Chapadão, próximo à Rua Silvério da Silveira, quando ouviu disparos de arma de fogo.
Segundo o boletim de ocorrência, os policiais avistaram os dois homens correndo em direção à rua e realizaram a abordagem. Durante a revista pessoal, nenhum tipo de arma ou material ilícito foi encontrado com a dupla.
Enquanto parte da equipe detinha os suspeitos, outros agentes seguiram pelo beco e localizaram um homem de 30 anos caído ao chão, já sem vida e com sinais de violência. Como os homens foram vistos saindo do local logo após os disparos, os militares deram voz de prisão em flagrante.
O que apurou a perícia sobre o corpo
A perícia da Polícia Civil esteve no local e confirmou que a vítima foi atingida por oito disparos de arma de fogo. Os ferimentos atingiram o braço, peito, queixo, boca, testa e a orelha do homem.
A arma utilizada no homicídio não foi localizada pelos militares, que tiveram dificuldades nas buscas devido à extensa área de mata e à presença de uma ribanceira na região. O celular da vítima também não foi encontrado no local do crime nem em sua residência.
Possível motivação para o crime
Durante o atendimento da ocorrência, moradores relataram aos policiais uma possível motivação para o crime, hipótese que ainda não foi confirmada pelas autoridades. Segundo relatos colhidos no local, a vítima era suspeita de ter abusado sexualmente de uma menina de 7 anos dias antes do homicídio.
A investigação sobre o caso segue em andamento na Delegacia Especializada de Investigação de Homicídios de Juiz de Fora. O inquérito está sob a responsabilidade da delegada Camila Miller, titular da unidade, e a autoria do crime ainda não foi confirmada.
