Ataque a estudante em vagão feminino gera insegurança entre passageiras do Metrô-DF
Episódio ocorrido nesta segunda-feira (28) contra estudante de Colégio Militar traz relatos de insegurança e falta de fiscalização.
Por Redação Diário Local
Um ataque contra uma estudante dentro de um vagão exclusivo para mulheres gerou relatos de insegurança entre passageiras que utilizam o sistema do Metrô-DF nesta semana. O caso ocorreu na manhã desta segunda-feira (28), durante um trajeto entre as estações Centro Metropolitano e Ceilândia Sul.
De acordo com o Metrô-DF, o homem envolvido no episódio apresentava comportamento agressivo durante a viagem. A vítima, que estuda em um colégio militar, sofreu ferimentos superficiais no rosto, pescoço e braço.
Usuárias do transporte relataram que a sensação de medo tem crescido devido a episódios recentes de agressão e à percepção de falta de fiscalização nos espaços reservados para o público feminino.
O que dizem as passageiras
O sentimento de vulnerabilidade foi compartilhado por diversas usuárias do sistema. Relatos indicam que, embora o vagão seja exclusivo, a entrada de homens no espaço cria situações de risco sem o devido controle nas plataformas.
Algumas passageiras afirmaram preferir utilizar os vagões comuns para buscar maior amparo ou para evitar o desconforto causado pela falta de monitoramento no carro feminino. A indignação sobre a falta de sossego durante o deslocamento cotidiano foi um ponto comum nos depoimentos.
Além do ataque recente, outros casos foram registrados pelo sistema. Em 14 de setembro (14), um homem foi conduzido à delegacia pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) após suspeita de importunação sexual e agressão na Estação Taguatinga Centro. Outra ocorrência de tentativa de importunação sexual foi registrada em 30 de agosto (30), na Estação Galeria dos Estados.
Posicionamento do Metrô-DF
Em nota, o Metrô-DF lamentou o episódio ocorrido nesta segunda-feira (28) e afirmou que mantém vigilância para garantir a segurança dos usuários e o cumprimento das regras de uso do carro exclusivo. A companhia ressaltou que, conforme a Lei Distrital nº 4.848 de 2012, mulheres e pessoas com deficiência podem utilizar o espaço, incluindo seus acompanhantes.
A fiscalização do cumprimento da legislação cabe ao Corpo de Segurança Operacional (CSO). Quando há desrespeito às normas, os agentes realizam abordagens educativas. Em casos de resistência, o infrator pode ser retirado do vagão e encaminhado à delegacia por crime de desobediência.
O órgão disponibiliza canais para denúncias, como o aplicativo Metrô Conecta, a Ouvidoria via WhatsApp e o Portal Participa DF, para que intercorrências de segurança sejam reportadas em tempo real.
