Polícia investiga intoxicação de 12 servidores em hospital de Santa Maria no DF
Doze profissionais de um hospital regional no DF passaram mal após consumirem café; hipótese de substância psicotrópica foi descartada pelo Iges-DF.
Por Redação Diário Local
Doze servidores do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), no Distrito Federal, apresentaram sintomas de intoxicação após consumirem café na unidade na manhã de terça-feira (21). Os profissionais relataram náuseas, tremedeiras e calafrios após o consumo da bebida em uma copa do hospital.
A Polícia Civil (PCDF) e a 33ª Delegacia de Polícia (DP) investigam as circunstâncias do ocorrido. Até o momento, não há confirmação sobre a substância utilizada ou a responsabilidade pelo episódio.
O que diz o Iges-DF?
A presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF), Eliane Abreu, descartou a hipótese de que a intoxicação tenha sido causada por substâncias psicotrópicas. Segundo ela, se essa fosse a causa, os sintomas clínicos seriam mais expressivos e identificáveis.
Exames iniciais descartaram a presença de THC (princípio ativo da maconha). Como medida de precaução, a área onde o café foi preparado foi isolada para a coleta de materiais que passarão por análise laboratorial.
Estado de saúde dos servidores
Ao todo, 12 profissionais foram afetados. Dois deles precisaram de internação na sala vermelha, mas ambos já receberam alta. Outros dois servidores buscaram atendimento médico após o término do plantão, queixando-se de sonolência, tontura e fraqueza nas pernas.
O delegado-chefe da 33ª DP informou que os resultados dos exames toxicológicos para identificar a substância exata podem demorar até 30 dias. Os servidores afetados permaneceram afastados nesta quarta-feira (22).
Linhas de investigação
A polícia também apura uma segunda possibilidade: se os sintomas clínicos foram provocados pelo cheiro forte de produtos de limpeza. Relatos de funcionários indicam que o local de preparo do café não possui monitoramento por câmeras e que o acesso à copa é livre para os profissionais do pronto-socorro.
De acordo com o Iges-DF, o atendimento no hospital não foi interrompido. As escalas de trabalho foram reorganizadas para garantir a continuidade da assistência à população sem prejuízos.
