Homem morre após invadir prédio e fazer idosa de 95 anos refém na Asa Sul
Suspeito teria ameaçado moradores com faca e foi atingido por disparos da Polícia Militar na madrugada desta terça-feira (11).
Por Redação Diário Local
Um homem morreu após invadir um prédio na quadra 302 Sul, no Bloco J da Asa Sul, em Brasília, na madrugada desta terça-feira (11). O suspeito fez uma idosa de 95 anos refém e foi atingido por disparos da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) durante a tentativa de conter a agressão.
A ocorrência foi registrada por volta das 2h, após moradores serem acordados com gritos e barulhos de objetos sendo quebrados. Segundo informações da PMDF, o homem teria quebrado o vidro da portaria com o próprio corpo para acessar o edifício e tentou invadir pelo menos três apartamentos em diferentes andares.
De acordo com a corporação, o homem chegou ao 5º andar e manteve a idosa sob ameaça de morte com uma faca no pescoço. A major porta-voz da PMDF, Talita Oliveira, informou que o indivíduo apresentava comportamento violento, falas desconexas e que a polícia acredita que ele estivesse em situação de rua.
Como ocorreu a ação policial?
Ao chegarem ao local, os policiais militares realizaram tentativas de negociação para garantir a segurança da vítima. No entanto, a PMDF relatou que o suspeito escalou a violência, o que gerou o risco iminente de um desfecho trágico contra a idosa.
Diante da ameaça direta, a equipe efetuou disparos para conter o agressor e preservar a integridade física da mulher. O homem foi atingido e o óbito foi constatado no local por volta das 3h07.
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) prestou o atendimento inicial ao homem, mas ele não resistiu aos ferimentos. Durante a ação, foram registrados rastros de sangue no elevador e nos andares por onde o suspeito passou.
O que apura a polícia?
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados para realizar os procedimentos periciais e a remoção do corpo. A perícia deve analisar os danos causados no prédio e a dinâmica da invasão.
O caso segue sob investigação da PCDF, que apura as circunstâncias da invasão, o motivo do surto e o desenrolar do confronto. Relatos de moradores também indicam que o homem utilizou um extintor para bater nas portas das residências durante a trajetória pelo bloco.
