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Investigação

Polícia investiga morte de capitã da PM em BH e encontra ecstasy e cabo de madeira em caso de suspeita de feminicídio

Investigação sobre a morte de Michele Leão Azevedo aponta achados de drogas e objetos que podem ter sido usados em agressão.

Por Redação Diário Local

A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte da capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo, em Belo Horizonte. Entre os elementos encontrados durante as investigações sobre a morte estão comprimidos com características de ecstasy, roupas de cama molhadas em uma máquina de lavar e um cabo de madeira quebrado, localizado em um lixo próximo a uma saída de emergência no apartamento do casal.

O sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira foi preso na noite desta segunda-feira (21), após levar o corpo da esposa ao Hospital Odilon Behrens, por volta das 21h35. Na unidade de saúde, a polícia flagrou o militar descartando uma caixa metálica contendo substâncias semelhantes ao ecstasy em uma lixeira do hospital.

A perícia médica constatou que a capitã apresentava múltiplas lesões, como traumatismo craniano, ferimentos nas pernas, hematomas e marcas lineares compatíveis com chicotadas. De acordo com a equipe médica, o óbito deve ter ocorrido entre quatro e seis horas antes do socorro ser solicitado.

Qual é a versão do suspeito?

Em depoimento à polícia, o sargento Eduardo Abner afirmou que o casal consumiu bebidas alcoólicas e ecstasy durante uma confraternização na noite anterior. Segundo o militar, as agressões físicas teriam ocorrido de forma consensual como parte de práticas sexuais de dominação.

O suspeito também alegou que a esposa sofreu uma queda de uma escada por volta das 12h (meio-dia), o que teria causado o corte na cabeça. Segundo a versão apresentada, ele prestou os primeiros socorros e a colocou para descansar, mas ela teria recusado atendimento médico por constrangimento devido ao uso de drogas.

Histórico do investigado

As investigações apontam que o sargento já possuía registros de violência contra mulher em 2014 e 2016. Em boletins de ocorrência de 2016, uma ex-companheira relatou episódios de agressão física e descumprimento de medida protetiva.

Eduardo Abner também teve um histórico de exoneração da Polícia Militar por omitir informações sobre atos infracionais cometidos na adolescência. Embora tenha sido reintegrado à corporação por decisão judicial após um recurso no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o histórico de conduta foi registrado pela polícia.

A defesa do sargento declarou que acompanha o caso e que aguardará os laudos periciais para se manifestar, afirmando confiar na imparcialidade das investigações e no direito de defesa.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.