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Tarcísio demite investigador condenado por extorquir comerciante em Suzano

Izael Alves Correia, da Polícia Civil, foi exonerado após ser condenado por cobrar propina de R$ 10 mil para não prender vendedor de mercearia.

Por Diário Local

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), determinou a perda do cargo de Izael Alves Correia, investigador da Polícia Civil, do quadro de funcionários da Secretaria de Segurança Pública (SSP). A decisão foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (29/6). A exoneração ocorre após condenação por extorsão qualificada contra o policial.

Izael foi condenado por cobrar propina de um comerciante em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, em um caso ocorrido em 2024. Segundo os autos do processo, o investigador e outro denunciado teriam constrangido a vítima "mediante grave ameaça, com intuito de obter indevida vantagem econômica". A pena imposta foi de 8 anos, 2 meses e 12 dias em regime inicial fechado, além de multa.

Como ocorreu a extorsão

O comerciante, proprietário de uma mercearia, foi abordado por dois homens em uma viatura descaracterizada enquanto dirigia. Após ser ordenado a desembarcar do veículo, Izael, com arma de fogo em punho, levantou a camiseta do homem e depois abriu o porta-malas do carro.

O investigador questionou a presença de pães e papel higiénico no veículo e afirmou, com grave ameaça, que transportar mercadoria daquela forma era "crime contra saúde". Ameaçou levar o comerciante à delegacia caso não fosse feito um "acerto".

A vítima foi obrigada a entrar na viatura descaracterizada, onde os dois acusados a constrangeram a efetuar o pagamento indevido de R$ 10 mil, com prazo até as 14h daquele dia, mesmo tendo afirmado que sua mercadoria estava correta.

Investigação e prisão

O comerciante procurou a Corregedoria da Polícia Civil e recebeu orientação para gravar a ligação que receberia dos denunciados para combinar o pagamento. Por volta das 14h24, Izael ligou para a vítima e marcou um local para receber a quantia de dinheiro em um supermercado da cidade.

Com apoio dos policiais da Corregedoria, o comerciante se aproximou da viatura e, neste momento, a dupla foi abordada e presa em flagrante.

O segundo denunciado envolvido no caso era um prestador de serviço que realizava reparos nas viaturas da Polícia Civil. Ele foi condenado a 7 anos de reclusão em regime inicial semiaberto, além de multa calculada pelo mínimo legal.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.