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Segurança

Jovem é preso em Santos por usar Discord para traficar drogas e propagar pornografia infantil

Investigação da Polícia Civil aponta que suspeito de 22 anos usava a plataforma para ameaçar professores e simular vínculo com facção criminosa.

Por Redação Diário Local

A Polícia Civil de São Paulo prendeu em flagrante, na última quarta-feira (07), um jovem de 22 anos em Santos, no litoral paulista, investigado por usar a plataforma digital Discord para propagar pornografia infantil, comercializar drogas e armas e fazer ameaças de morte. A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência do suspeito, na Baixada Santista.

Durante a diligência, os agentes apreenderam computadores, aparelhos celulares e anotações detalhadas sobre o tráfico de entorpecentes e a venda de armas de fogo. Também foram encontrados objetos relacionados à prática de sadomasoquismo na casa do investigado.

Segundo as investigações conduzidas pelo 7º Distrito Policial de Santos, o suspeito utilizava o canal no Discord para declarar vínculos com a facção criminosa Comando Vermelho (CV). No ambiente digital, ele alegava ter acesso a informações privilegiadas do grupo criminoso e costumava divulgar diversos tipos de drogas para venda.

As autoridades apuraram que o homem também afirmava ter subornado agentes policiais da região para facilitar a entrada de entorpecentes em Santos. Além das atividades ilícitas, o perfil compartilhava vídeos de jogos eletrônicos, como Minecraft, Roblox, CS2, League of Legends, Fortnite e Dead by Daylight.

As investigações apontam que o investigado publicava conteúdos com teor de ameaça contra ex-professores e ex-colegas de escola, além de pornografia e outras imagens. No local da prisão, a polícia também encontrou uma máscara da série Round 6, da Netflix.

A Polícia Civil informou que o caso gerou um alerta nas forças de segurança pelo perfil do homem, que apresenta semelhanças com o autor do massacre de Realengo, ocorrido no Rio de Janeiro em 2011. Análises das atividades digitais indicam que o suspeito estaria articulando um plano para invadir e atacar uma instituição de ensino próxima à sua residência.

A equipe policial responsável pelo caso descreveu o investigado como uma pessoa extremamente perigosa, por incitar abertamente a prática de crimes e a morte de antigos docentes e colegas. O plano de ataque teria sido motivado pelo fato de a escola onde ele estudou, o Colégio Pequeno Príncipe, ter encerrado as atividades.

O jovem responderá pelos crimes de pedofilia e armazenamento de pornografia infantil, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ele também será processado por tráfico de drogas, incitação ao tráfico de armas, ameaça e incitação ao crime.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.