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Segurança

Engenheiro acusado de matar professora em Jardim Camburi vai a júri popular nesta terça (3)

Julgamento do caso ocorrido em 2017, em Jardim Camburi, deve durar vários dias devido ao número de testemunhas.

Por Redação Diário Local

O engenheiro Patrick Noé dos Santos Filgueira, acusado de matar a esposa, a professora Danielly Wandermurem Benício, será julgado pelo Tribunal do Júri a partir das 9h desta terça-feira (3), no Fórum de Vitória. O crime ocorreu em 2017, no bairro Jardim Camburi, na capital capixaba.

De acordo com o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), o réu responderá por homicídio qualificado, com as qualificadoras de feminicídio e motivo torpe. Devido ao grande número de depoimentos e à complexidade do caso, a expectativa é de que a sessão do júri popular se estenda por vários dias.

Para o julgamento, foram convocadas 25 testemunhas que deverão prestar depoimento. A investigação do caso passou por uma mudança de rumo importante desde o início do processo. Originalmente, a morte da professora foi registrada e apurada sob a hipótese de suicídio.

No entanto, com o avanço das apurações conduzidas pela polícia, o caso passou a ser tratado como feminicídio. As investigações apontaram o marido da vítima como o principal suspeito do crime, alterando o curso das diligências.

Como ocorreu o crime

O crime aconteceu na noite de 29 de dezembro de 2017. Segundo a denúncia, o casal vivia um relacionamento conturbado e teve um desentendimento motivado por ciúmes. O MPES afirma que o réu nutria sentimentos de posse e controle sobre a vítima, chegando a monitorar as redes sociais dela por meio de um "clone" de aplicativo de mensagens.

Na ocasião, Patrick teria saído do apartamento com pertences pessoais e dois familiares para ir a um hospital, em decorrência de dores de uma cirurgia recente. Ele retornou ao imóvel mais tarde, acompanhado de um parente, com o pretexto de buscar um notebook. Após pegar o aparelho, o réu voltou novamente ao apartamento alegando que havia esquecido algo, ficando sozinho com Danielly.

Imagens de câmeras de videomonitoramento confirmam que ninguém entrou ou saiu do apartamento até o dia seguinte. No dia 30 de dezembro, o réu e o parente que o acompanhou na noite anterior retornaram à residência e encontraram a professora sem vida.

Na época do ocorrido, Patrick chegou a ser preso, mas foi solto posteriormente. Desde então, ele seguiu respondendo ao processo em liberdade até o início deste julgamento no Tribunal do Júri.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.