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Justiça

Justiça inicia júri dos irmãos acusados pelo assassinato de Fernando Iggnácio no Rio

Tribunal do Júri analisa acusação de homicídio triplamente qualificado contra Pedro Emanuel e Otto Samuel D'onofre Andrade no Rio

Por Davy Albuquerque

O Tribunal de Justiça do Rio inicia nesta quinta-feira (16) o júri popular dos irmãos Pedro Emanuel D'onofre Andrade e Otto Samuel D'onofre Andrade. Eles são acusados de homicídio triplamente qualificado pelo assassinato de Fernando Iggnácio, ocorrido em 2020 na Zona Oeste da capital.

A acusação sustenta que o crime foi cometido por motivo torpe, com emprego de meio cruel e utilização de emboscada, o que impossibilitou a defesa da vítima. O julgamento dos irmãos foi desmembrado de um processo anterior que envolveu o ex-policial militar Rodrigo Silva das Neves, já condenado a 32 anos, 9 meses e 18 dias de prisão pelo caso.

Quais são as provas contra os réus?

Segundo o Ministério Público, a participação de Pedro Emanuel e Otto Samuel no crime é confirmada por meio de imagens de câmeras de segurança, além de dados telefônicos e de localização. As investigações apontam que Pedro Emanuel realizou um voo de helicóptero no dia 7 de novembro de 2020 para calcular o trajeto que a vítima percorreria até o carro.

No celular de Pedro Emanuel, foram encontradas imagens desse voo de reconhecimento. O Ministério Público detalhou que ele teria calculado o tempo exato entre o desembarque de Iggnácio e sua chegada ao veículo.

Em relação a Otto Samuel, a investigação da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) indica que ele utilizou um atestado falso na Polícia Militar de São Paulo para permanecer no Rio de Janeiro durante o crime. Além disso, o sinal de seu telefone coincidiu com a localização do carro Fox utilizado na execução e na fuga para o bairro de Campo Grande.

Relembre o crime

Fernando Iggnácio foi executado em 10 de novembro de 2020, no Recreio dos Bandeirantes. Ele foi alvejado com tiros de fuzil 556 logo após desembarcar de um helicóptero vindo de Angra dos Reis e caminhar em direção ao seu automóvel.

De acordo com as investigações, quatro pessoas estavam escondidas em uma área de mata utilizando roupas camufladas para realizar a emboscada. Os criminosos teriam aguardado cerca de quatro horas pela chegada da vítima ao local.

As investigações apontam Rogério Andrade como o mandante do crime. Ele foi preso em outubro de 2024 e permanece detido, respondendo a um processo separado.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.