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Segurança Digital

Justiça condena plataforma de transporte por uso de dados roubados para criar perfis falsos de motoristas

Decisão da Justiça do DF determina indenização após criminosos usarem documentos roubados para realizar milhares de corridas

Por Redação Diário Local

A Justiça do Distrito Federal condenou uma empresa de transporte após constatar que falhas de verificação permitiram o uso de documentos roubados para a criação de perfis falsos de motoristas. O uso indevido da identidade permitiu que criminosos realizassem milhares de viagens em nome de terceiros.

No caso analisado pelo Judiciário, um perfil fraudador conseguiu ultrapassar as barreiras de segurança e realizou mais de 3 mil corridas comerciais. Durante o período de atividade ilícita, o verdadeiro titular dos dados não tinha conhecimento da violação de sua identidade.

Como ocorre a fraude?

O esquema ocorre quando golpistas adquirem cópias de documentos de terceiros para realizar cadastros fraudulentos em aplicativos. Essas brechas permitem que motoristas sem habilitação ou com pendências operem nas cidades com impunidade.

Embora as plataformas utilizem biometria facial e checagem documental, os sistemas apresentam vulnerabilidades que permitem a aprovação de cadastros falsificados. Esse processo expõe as vítimas a riscos jurídicos, cobranças indevidas e possíveis responsabilidades por incidentes de trânsito causados por condutores clandestinos.

O que a Justiça decidiu?

A Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal estabeleceu que as fraudes cometidas por terceiros configuram um risco inerente à atividade econômica das plataformas. Com isso, as empresas respondem objetivamente pelos prejuízos causados pela fragilidade na custódia de informações.

A decisão determinou que a empresa realize a desvinculação definitiva de todos os dados pessoais do cadastro contaminado e o cancelamento de cobranças indevidas. Além disso, foi fixada uma indenização de R$ 3 mil por danos morais ao titular, devido ao abalo psicológico causado pela recusa da empresa em resolver o problema administrativamente.

Como agir em casos de uso indevido?

Ao identificar uma conta criada irregularmente em seu nome, o cidadão deve registrar imediatamente um boletim de ocorrência na delegacia. O próximo passo é contatar os canais de suporte da empresa, utilizando protocolos e capturas de tela para comprovar a fraude.

Caso a plataforma não resolva a situação, os órgãos de defesa do consumidor ou a via judicial devem ser acionados para garantir a proteção dos dados e a reparação de eventuais danos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.