Justiça revoga prisão de homem investigado por roubo após prova de que ele fez Pix e não recebeu
Investigado por envolvimento em roubo na Zona Leste de São Paulo provou que enviou dinheiro por erro, e não que recebeu valores ilícitos
Por Redação Diário Local
A Justiça de São Paulo revogou a prisão preventiva de Felipe Santos, de 31 anos, investigado por suposto envolvimento em um esquema de roubo e extorsão ocorrido em janeiro deste ano. A decisão foi tomada após a defesa comprovar que o vendedor não recebeu dinheiro ilícito, mas foi quem realizou uma transferência bancária para um dos suspeitos do crime.
O caso remete a um assalto na Avenida Aricanduva, na Zona Leste da capital, onde criminosos utilizaram fardamento simulado da Prefeitura de São Paulo para abordar um motorista. Durante a ação, a vítima foi coagida a realizar transferências via Pix, gerando um prejuízo de R$ 12 mil.
Felipe Santos havia sido indiciado pela Polícia Civil de São Paulo (PCSP) por receptação dolosa, sob a suspeita de ter recebido R$ 2.650 de um dos envolvidos no roubo. No entanto, relatórios financeiros apresentados pela defesa indicaram que Felipe foi o remetente do valor, e não o beneficiário.
O montante enviado por Felipe seria referente a uma comissão de venda de carros e casas para um homem que é apontado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) como o responsável pelo roubo. Segundo a defesa, a transação ocorreu de forma legítima dentro de uma relação de trabalho anterior.
Por que a investigação apresentou inconsistências?
A defesa apresentou provas de uma incompatibilidade de horários para sustentar a inocência do investigado. A única transferência registrada por Felipe ocorreu às 13h22, cerca de 50 minutos antes de o motorista ser abordado pelos assaltantes em janeiro.
A fragilidade da acusação foi reforçada pelo depoimento do próprio motorista roubado, que não reconheceu o investigado durante os procedimentos de reconhecimento fotográfico realizados pela PCSP. O magistrado também considerou que o acusado possui endereço fixo e não apresenta registros criminais recentes.
A defesa argumentou que a prisão foi mantida anteriormente devido ao histórico de antecedentes de Felipe, mas a Justiça acolheu o pedido de liberdade. Embora a prisão tenha sido revogada, o vendedor permanece como réu no processo de roubo e extorsão, mas responderá ao caso em liberdade.
Em resposta, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) declarou que o processo ainda está em andamento e, por esse motivo, não comentou os detalhes da decisão judicial.
