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Segurança

Laudo do IML confirma que soco de ex-piloto causou morte de adolescente em Vicente Pires

Perícia do IML descarta erro médico ou queda de carro e aponta golpe na cabeça como causa única do óbito do jovem de 16 anos.

Por Redação Diário Local

O Instituto Médico-Legal (IML) concluiu que a causa da morte de Rodrigo Castanheira, de 16 anos, foi um soco desferido pelo ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso. Segundo o laudo cadavérico, o impacto na região temporal esquerda do crânio da vítima foi a causa única, eficiente e imediata do óbito.

A perícia detalhou que a ação contundente provocou uma fratura no crânio e um hematoma epidural, que passou a comprimir o cérebro do jovem. O aumento progressivo da pressão intracraniana resultou em sequelas que evoluíram para o quadro de morte encefálica.

O laudo pericial também exclui outras possibilidades para o falecimento. De acordo com o documento, a hipótese de que a vítima tenha sofrido uma queda ou que a cabeça tenha batido contra um carro é "totalmente incompatível" com os achados periciais.

A análise técnica também descarta qualquer erro médico ou intercorrência hospitalar autônoma durante o período em que o jovem esteve internado. O IML afirmou não haver causa superveniente capaz de romper o nexo causal entre o trauma craniano e a morte.

O que aconteceu na briga

A briga ocorreu na noite de 22 de janeiro (22), em Vicente Pires, no Distrito Federal. O confronto envolveu Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, e Rodrigo Castanheira, de 16, e foi registrado em vídeo por testemunhas que estavam no local.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga se a versão inicial de uma briga por causa de um chiclete mascado era real ou se servia para esconder uma emboscada. Novos relatos indicam que a agressão pode ter sido motivada por ciúmes envolvendo uma ex-namorada.

Segundo a investigação, Pedro Turra teria sido acionado para agredir a vítima a pedido de outro piloto menor de idade. Após o soco, Rodrigo foi socorrido e permaneceu 16 dias internado em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Águas Claras.

A morte cerebral do adolescente foi confirmada no dia 7 de fevereiro (07). Com a conclusão do laudo do IML, cabe agora ao juiz analisar o conjunto de provas para decidir se o caso será submetido ao Tribunal do Júri, encerrando a fase de instrução.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.