Macaco-aranha-da-cara-preta viaja 800 km do DF para SP para integrar grupo de fêmeas
Animal de 23 anos foi transferido de Brasília para o zoológico de Sorocaba com o objetivo de impulsionar a preservação da espécie
Por Redação Diário Local
O macaco-aranha-da-cara-preta, Tchuco, de 23 anos, viajou 800 km de Brasília até Sorocaba (SP) para integrar um grupo de três fêmeas da mesma espécie em um zoológico. A mudança faz parte de uma estratégia técnica para formar grupos sociais e impulsionar a preservação da espécie.
O objetivo principal do deslocamento é garantir a manutenção da diversidade genética e aumentar a população de animais mantidos em cativeiro. A iniciativa segue as diretrizes do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Primatas Amazônicos.
A logística do transporte foi dividida entre os meios aéreo e terrestre. O animal partiu do Distrito Federal e desembarcou no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), de onde seguiu por terra até o destino final no interior paulista.
Ao chegar no zoológico de Sorocaba, o primata foi encaminhado ao espaço planejado para sua convivência com as fêmeas. A ação busca simular condições sociais adequadas para o bem-estar do animal e para o sucesso dos programas de conservação.
O macaco-aranha-da-cara-preta é nativo da Amazônia brasileira, além de ocorrer em regiões do Peru e da Bolívia. De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a espécie está classificada em perigo de extinção.
Entre as principais ameaças que colocam a sobrevivência da espécie em risco na natureza estão o desmatamento, a caça e a fragmentação dos ambientes naturais. A perda de habitat reduz o espaço disponível para a reprodução e movimentação dos grupos.
O primata possui características físicas que o diferenciam de outras espécies do mesmo gênero. Ele apresenta pelagem totalmente negra, pelos curtos e uma cauda longa, traços que definem sua morfologia.
Em ambientes de cativeiro, o animal pode atingir uma longevidade de até cerca de 52 anos. A integração de novos indivíduos, como o caso de Tchuco, é considerada fundamental para a saúde populacional dos centros de conservação.
