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São Paulo

Mãe denuncia médico que usou Google para buscar diagnóstico de criança em Brodowski

Mãe relata que profissional da rede pública fez três buscas na internet durante consulta para tentar identificar sintomas do filho

Por Redação Diário Local

Um médico da rede pública de Brodowski, no interior de São Paulo, utilizou o buscador Google três vezes para tentar identificar sintomas de uma criança durante um atendimento. O caso foi relatado pela mãe de um menino de 8 anos, que apresentava manchas vermelhas e coceira pelo corpo.

O episódio ocorreu no início de setembro, quando a criança chegou à unidade de saúde com sintomas que geraram incerteza no profissional de saúde. Segundo o relato da família, o médico realizou buscas na internet para comparar as imagens da plataforma com as lesões apresentadas pelo paciente.

Durante a consulta, o profissional avaliou hipóteses como catapora, escabiose (sarna humana) e picada de inseto por meio da ferramenta de pesquisa. A mãe do menino relatou que a consulta via internet passou a sensação de que o profissional não tinha conhecimento sobre o quadro clínico do filho.

Após a terceira busca, a hipótese de picada de inseto foi adotada e o médico prescreveu o uso de antialérgicos. Entretanto, a família afirmou que a medicação não surtiu o efeito esperado, sendo necessário um período de 15 dias para que a criança se recuperasse totalmente da coceira.

O caso ocorre em um momento de alerta epidemiológico no município. De acordo com a última atualização de saúde de Brodowski, pelo menos 75 pessoas foram atendidas nas unidades de saúde locais com sintomas semelhantes aos da criança.

Até o momento, as causas e os diagnósticos precisos para esses casos registrados na cidade permanecem desconhecidos pelas autoridades de saúde. A prefeitura de Brodowski foi procurada para comentar o ocorrido, mas ainda não se manifestou sobre o caso ou sobre o quadro de saúde no município.

O posicionamento da Associação Paulista de Medicina

A Associação Paulista de Medicina (APM) comentou o episódio e reforçou que o diagnóstico médico requer conhecimento técnico específico. Segundo a entidade, o processo deve envolver avaliação clínica, histórico detalhado do paciente e interpretação criteriosa de dados.

Em nota, o presidente da APM, Antonio José Gonçalves, afirmou que a tecnologia deve atuar como uma ferramenta de apoio à medicina, mas não pode substituir o raciocínio clínico. Ele ressaltou que informações encontradas na internet não devem ser tratadas como diagnóstico.

A instituição destacou que a expertise profissional é indispensável para a responsabilidade sobre o tratamento. Para a associação, o uso de ferramentas digitais não pode assumir o papel da análise técnica realizada pelo médico durante o atendimento.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.