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Cultura

Morre aos 63 anos Jorge Barros, multiartista e referência da cultura de Mato Grosso do Sul

Ator, bonequeiro e arte-educador com mais de 40 anos de carreira, Jorge Barros de Oliveira faleceu nesta segunda-feira (14)

Por Redação Diário Local

O multiartista Jorge Barros de Oliveira morreu nesta segunda-feira (14), aos 63 anos. O falecimento do ator, bonequeiro, artesão e arte-educador foi comunicado pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), que destacou sua trajetória de mais de quatro décadas dedicada às artes no estado.

Jorge Barros construiu uma carreira diversificada e de forte impacto na produção cultural sul-mato-grossense. Integrante do histórico Grupo Ipurinã, o artista foi o primeiro profissional a interpretar o poeta Manoel de Barros em montagens teatrais.

Além dos palcos, o artista dedicou-se à criação de bonecos, esculturas e adereços. Suas obras eram inspiradas nas paisagens, tradições e na identidade de Mato Grosso do Sul, chegando a compor exposições e mostras de teatro de bonecos em Campo Grande.

A atuação de Jorge também se estendeu à formação de novos talentos por meio de oficinas culturais. Ao longo de sua carreira, o artista utilizou sua visibilidade para pautar questões da classe artística regional.

Em 2015, o artista ganhou repercussão ao realizar um protesto durante uma sessão na Câmara Municipal de Campo Grande. Na ocasião, ele rasgou uma homenagem recebida durante o Dia do Artista Regional para manifestar descontentamento com a falta de diálogo entre a prefeitura e o setor cultural, além de apontar atrasos em projetos financiados por fundos municipais.

Produção audiovisual e cinema

No campo do audiovisual, Jorge Barros atuou como diretor e roteirista. Em abril de 2025, ele lançou seu primeiro curta-metragem, intitulado "A Jornada de Lila", com estreia na Praça Ary Coelho.

O filme abordou temas como inclusão, acessibilidade e os sentimentos e barreiras enfrentados por pessoas com deficiência. Para a realização da obra, o próprio artista esculpiu em espuma os personagens utilizados na produção.

Em nota de pesar, a Fundação de Cultura (FCMS) afirmou que o artista deixa um legado ligado à criatividade, à resistência e à formação cultural no estado. O órgão manifestou solidariedade aos familiares, amigos, alunos e colegas.

Até o fechamento desta matéria, a causa da morte não havia sido divulgada. Informações sobre o velório e o sepultamento de Jorge Barros de Oliveira também não foram confirmadas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.