Polícia Civil deflagra operação contra golpe que fez morador de Taguatinga perder R$ 101 mil
Operação 'Alter Ego' cumpre mandados de prisão e busca contra grupo que usava engenharia social para aplicar estelionatos
Por Redação Diário Local
A Polícia Civil deflagrou, nesta segunda-feira (28), a Operação 'Alter Ego', que investiga um esquema de estelionato e lavagem de capitais com atuação em diferentes estados. Entre os alvos, destaca-se o caso de um morador de Taguatinga que perdeu R$ 101.500 em uma negociação fraudulenta de veículos e outros bens.
As investigações tiveram início em abril de 2026, após a vítima, que trabalha com a compra e venda de veículos, procurar a delegacia. Segundo a apuração, um criminoso utilizou um aplicativo de mensagens para se passar pelo cunhado do morador e oferecer produtos que estariam à venda.
Os itens oferecidos incluíam um Toyota Corolla, uma lancha, dois freezers e uma moto aquática. O golpista afirmou que os bens pertenciam a um amigo que passava por um processo de separação. Acreditando na oferta, a vítima realizou diversas transferências bancárias que totalizaram o prejuízo.
Como funcionava o esquema
De acordo com a Polícia Civil, os integrantes do grupo utilizavam técnicas de engenharia social e pesquisas em redes sociais para identificar e se aproximar de pessoas interessadas na compra de veículos e lanchas. O objetivo era localizar potenciais vítimas de forma estratégica.
Para ocultar a origem do dinheiro, os envolvidos utilizavam diversas contas bancárias de terceiros para receber e movimentar os valores obtidos com os golpes. Análises do Laboratório de Lavagem de Capitais da Polícia Civil identificaram movimentações de aproximadamente R$ 200 mil relacionadas às contas vinculadas ao esquema.
Durante as diligências, os investigadores identificaram indícios de outras vítimas e de golpes semelhantes praticados em outros estados da Federação.
Mandados e prisões
A operação contou com o apoio das Polícias Civis de Mato Grosso (PCMT) e do Paraná (PCPR). Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva, além de medidas para o bloqueio e sequestro de valores vinculados aos crimes.
Os cinco investigados foram localizados nos municípios de Várzea Grande (MT) e Ponta Grossa (PR). Eles poderão responder pelos crimes de estelionato, organização criminosa e lavagem de capitais.
