Defesa de Oruam alega tuberculose e perda de 5kg para pedir revogação de prisão preventiva
A defesa do rapper apresentou ao Tribunal de Justiça do Rio documentação sobre quadro de saúde grave, incluindo inflamação pulmonar e tosse crônica. Juíza manteve a prisão no dia 18.
Por Diário Local
A defesa do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, apresentou um pedido ao Tribunal de Justiça do Rio solicitando a revogação da prisão preventiva. No documento, a defesa alegou que ele está enfrentando um "quadro de saúde gravíssimo" causado por tuberculose, com perda de 5kg no último mês, tosse crônica e lesões nos tecidos pulmonares.
No dia 18, a juíza Tula Correa de Mello negou o pedido e manteve a prisão preventiva. O rapper está foragido desde 3 de fevereiro.
Oruam é réu em processo por homicídio qualificado. O caso teve origem em 21 de julho do ano passado, quando policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes cumpriram mandado de busca e apreensão na antiga casa do cantor, no Joá, Zona Oeste do Rio, em busca de um adolescente infrator que integrava a chamada "Equipe do Ódio", ligada ao Comando Vermelho.
Durante a operação, o adolescente fugiu após apedrejamento da viatura. Na confusão, escapou pela mata com amigos. Um dos envolvidos, Paulo Ricardo de Paula Silva de Moraes, conhecido como Boca Rica, foi preso em flagrante. Vídeos gravados pelos próprios jovens foram usados para embasar o inquérito que levou à expedição do mandado de prisão contra Oruam, que se entregou no dia 24.
Se condenado, Oruam pode responder por ameaça, dano ao patrimônio público, desacato, resistência e associação ao tráfico — com penas que, somadas, podem ultrapassar 18 anos de prisão. O adolescente também se entregou no dia 24 e voltou a cumprir medidas socioeducativas em regime de semiliberdade. Nas redes sociais, afirmou ter deixado o crime e estar investindo na carreira artística.
