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Investigação

PCDF investiga ataques e mensagens de conteúdo sexual após morte de influenciadora em Brasília

A Polícia Civil do Distrito Federal apura possível crime de vilipêndio a cadáver após comentários de teor sexual sobre a influenciadora.

Por Redação Diário Local

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga a publicação de comentários de conteúdo sexual sobre o corpo da influenciadora Duda Alves, de 22 anos, nas redes sociais. A investigação aponta que a jovem pode ter sido vítima do crime de vilipêndio a cadáver após o seu falecimento.

Maria Eduarda Alves dos Santos, conhecida como Duda Alves, morreu nesta terça-feira (15) em Brasília. A brasiliense possuía uma audiência de mais de 745 mil seguidores no TikTok, plataforma na qual ganhou popularidade por seus vídeos de humor e comentários espontâneos sobre diversos temas.

O caso está sendo apurado pela 4ª Delegacia de Polícia (Guará) e o processo tramita sob sigilo. A suspeita principal da investigação é que o conteúdo postado na internet tenha objetificado e sexualizado o corpo da influenciadora após a morte.

O que é vilipêndio a cadáver?

O vilipêndio a cadáver é um crime previsto no artigo 212 do Código Penal Brasileiro. A conduta ocorre quando alguém desrespeita, ofende, ultraja ou deprecia o corpo ou as cinzas de uma pessoa falecida.

Além do vilipêndio, a legislação permite que autoridades analisem casos de desrespeito sob outros dispositivos legais. Entre eles estão os crimes contra a honra relacionados a pessoa morta e a violação de direitos da personalidade, que envolvem a imagem e a memória do falecido.

Especialistas apontam que esse tipo de comportamento reflete uma lógica de desumanização e objetificação do corpo feminino. Segundo análises sobre violência de gênero, esse processo pode fazer com que a dignidade da mulher seja apagada, restando apenas o corpo para julgamento ou entretenimento.

Precedentes na Justiça

A exposição de corpos de figuras públicas na internet já gerou condenações no Brasil. Em 2023, a Justiça condenou um homem pela divulgação de fotos e links que direcionavam para os corpos dos cantores Marília Mendonça e Gabriel Diniz, após os acidentes que causaram as mortes dos artistas.

Naquela ocasião, o entendimento judicial foi de que a conduta configurava vilipêndio a cadáver, uma vez que o objetivo da divulgação era humilhar e ultrajar os mortos. O caso serviu como precedente para o enquadramento de crimes cometidos no ambiente digital contra a memória de vítimas falecidas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.