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Meio Ambiente

Projeto monitora recifes de corais ameaçados pelo aquecimento do mar entre ES e Maranhão

Iniciativa de 36 meses mapeia biodiversidade de três mil quilômetros da costa, incluindo áreas do Espírito Santo.

Por Redação Diário Local

Um novo projeto de pesquisa vai monitorar recifes de corais entre o Espírito Santo e o Maranhão para mapear a biodiversidade e identificar espécies ameaçadas pelo aquecimento do mar. O estudo terá duração de 36 meses e abrange áreas da cadeia Vitória-Trindade, visando proteger organismos essenciais para o ecossistema marinho.

A iniciativa deve percorrer mais de 3 mil quilômetros da costa brasileira, passando por nove estados e 14 unidades de conservação. O programa prevê ações de diagnóstico da área, resgate, capacitação comunitária e o uso de ciência cidadã, método que envolve a participação da população na produção de dados científicos.

Os recifes de corais possuem papel fundamental na manutenção da biodiversidade, na economia e na proteção das zonas costeiras contra eventos climáticos extremos. No entanto, a proximidade do fenômeno El Niño, associado ao aquecimento das águas, pode colocar cerca de 90% das espécies em risco de extinção.

Por que o aquecimento do mar é um risco?

O aumento da temperatura oceânica eleva o risco de branqueamento dos corais. Nesse processo biológico, os organismos perdem as algas que contribuem para a sua sobrevivência, o que pode comprometer a integridade e a existência de todo o recife.

A pesquisa pretende reunir universidades para identificar novas evidências e ocorrências de recifes, com foco especial nas ilhas da cadeia Vitória-Trindade. O levantamento busca entender a distribuição da biodiversidade e o papel que os recifes mais profundos desempenham na diversidade marinha e na concentração de peixes.

Trabalho colaborativo

O projeto é fruto de um esforço coletivo que une diversos órgãos de preservação e instituições de ensino superior. Segundo a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), o monitoramento e o diagnóstico de uma área tão extensa são urgentes devido ao cenário de aquecimento global e mudanças climáticas.

O coordenador nacional do Centro Tamar, vinculado ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), João Carlos Thomé, destaca que o programa foca no trabalho conjunto com universidades. A proposta inclui desde o resgate de espécies até a capacitação de comunidades locais ao longo da costa.

Para pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), o programa representa uma oportunidade única de estudar a costa brasileira de forma ampla. O objetivo é compreender como a biodiversidade se distribui e como os recifes das regiões mais profundas influenciam a vida marinha no país.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.