Diário Local
Segurança

PF cancela porte de arma de guarda que matou entregador em Moema

A Polícia Federal revogou a autorização de armamento do subinspetor da Guarda Civil Metropolitana que matou um entregador nas costas em SP

Por Redação Diário Local

A Polícia Federal cancelou o porte de arma do subinspetor da Guarda Civil Metropolitana (GCM) Reginaldo Alves Feitosa. A decisão ocorre após o agente matar o entregador Douglas Renato Scheeffer Zwarg, de 39 anos, com um tiro nas costas durante uma abordagem em Moema, na zona sul de São Paulo.

O cancelamento da autorização para portar armamento foi informado pela prefeitura à Polícia Civil no dia 18 de maio (18). A manifestação aconteceu após o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) solicitar esclarecimentos ao comando da GCM sobre a capacitação de Feitosa e os protocolos de abordagem da corporação.

O homicídio ocorreu na noite de 10 de abril (10), nas proximidades do Parque Ibirapuera. Segundo o inquérito, a vítima trabalhava com entregas para complementar a renda familiar e não estava armada no momento do disparo.

O que se sabe sobre a dinâmica do crime?

De acordo com o depoimento de Reginaldo Alves Feitosa à Polícia Civil, o disparo teria ocorrido de forma acidental enquanto ele desembarcava da viatura. O subinspetor alegou que o entregador teria perdido o equilíbrio com a bicicleta elétrica e colidido contra a porta do veículo.

O guarda que dirigia a viatura relatou ter ouvido o barulho do tiro enquanto o carro ainda estava em movimento. Nesta versão, a equipe de apoio foi acionada inicialmente relatando apenas um acidente de trânsito. Guardas que chegaram ao local informaram que o entregador teria sofrido um mal súbito após uma queda.

O ferimento causado pelo disparo só foi identificado por socorristas no momento em que as roupas da vítima foram retiradas. Feitosa foi preso em flagrante por homicídio culposo e responde ao caso em liberdade após o pagamento de fiança de R$ 2 mil.

Investigação de imagens de monitoramento

A investigação também apura a existência de imagens de câmeras do Programa Smart Sampa que poderiam ter registrado a ocorrência. Embora a Secretaria Municipal de Segurança Urbana tenha informado que não existem câmeras do programa nas proximidades do local, investigadores localizaram equipamentos de monitoramento no entorno.

O DHPP identificou dois equipamentos de segurança: um na Praça Maria Helena de Barros Saad e outro na Avenida Pedro Álvares Cabral. A Polícia Civil solicitou análises de gravações feitas entre as 18h e 23h do dia do crime, mas ainda não há registro de nova resposta da prefeitura a esse pedido específico.

O subinspetor segue afastado de suas funções e responde a um procedimento administrativo. Um processo disciplinar aberto em 2 de junho (02) resultou na absolvição de Feitosa por insuficiência de provas, mas o caso principal segue sob investigação na Justiça comum.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.