PF analisa pedido para incluir irmãos desaparecidos no Maranhão na lista da Interpol
Pedido para incluir crianças desaparecidas desde janeiro em Bacabal (MA) na Difusão Amarela da Interpol foi apresentado à Polícia Federal nesta quarta-feira (9).
Por Redação Diário Local
A Polícia Federal (PF) recebeu, nesta quarta-feira (9), um pedido para incluir os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, na Difusão Amarela da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). As crianças estão desaparecidas desde janeiro, quando sumiram na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão.
A solicitação foi apresentada pela mãe das crianças, acompanhada pela advogada Nathaly Moraes. A Polícia Federal informou que vai analisar o pedido e adotar os procedimentos necessários para um eventual encaminhamento à organização internacional.
A Difusão Amarela é um mecanismo da Interpol utilizado para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, inclusive em situações onde há possibilidade de estarem em outro país. No entanto, o envio do pedido à PF ainda não garante a publicação do alerta.
Após o encaminhamento pela autoridade policial, cabe à própria Interpol analisar as informações fornecidas. A organização é quem decide sobre a publicação e o compartilhamento do alerta com os países que fazem parte da rede.
O desaparecimento ocorreu em janeiro, após as crianças saírem para brincar na comunidade quilombola. Segundo relatos sobre o caso, os irmãos teriam desviado do caminho pela mata para evitar serem vistos por um tio, que havia alertado sobre os perigos da região, e acabaram se perdendo.
Na época do sumiço, as buscas mobilizaram equipes em frentes terrestre, aérea e aquática. Em determinado momento, nove equipes atuaram simultaneamente nas operações, incluindo integrantes da Marinha do Brasil.
Apesar da mobilização, nenhuma pista que levasse ao paradeiro dos irmãos foi encontrada. Com o avanço das investigações, as autoridades descartaram que as crianças ainda estivessem perdidas na floresta ou que as mortes tenham sido causadas por afogamento ou ataques de animais.
Diante da ausência de vestígios de acidentes naturais, a possibilidade de sequestro passou a ser uma das linhas investigadas. Até o momento, contudo, não foram identificados sinais concretos sobre o paradeiro de Ágatha e Allan.
