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Segurança

Polícia Federal desarticula banco clandestino na fronteira com o Uruguai e bloqueia R$ 254 milhões

Operação Cold Trail investiga organização que funcionava como instituição financeira irregular na divisa entre Brasil e Uruguai.

Por Redação Diário Local

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (9), uma operação para desarticular uma organização criminosa suspeita de operar uma instituição financeira clandestina na fronteira entre o Brasil e o Uruguai. A ofensiva, batizada de Operação Cold Trail, ocorre nos municípios de Bagé e Aceguá, no Rio Grande do Sul.

A Justiça Federal determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 254 milhões em bens e valores relacionados aos investigados. A ordem judicial inclui o bloqueio de contas bancárias, além do congelamento de 13 veículos e nove imóveis vinculados ao grupo.

Durante as ações, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária, dez de busca e apreensão e dez de busca pessoal. Outras oito pessoas foram alvo de medidas cautelares que incluem a proibição de deixar o país, a entrega do passaporte e a obrigação de comparecer periodicamente à Justiça.

Como funcionava o esquema

As investigações, que tiveram início em setembro de 2023, identificaram um mecanismo de câmbio paralelo instalado em Aceguá, na divisa com o Uruguai. Segundo a PF, a organização operava como uma verdadeira instituição financeira informal para realizar remessas irregulares de dinheiro para o exterior.

O funcionamento do esquema consistia em permitir que pessoas físicas e empresas de diferentes regiões do Brasil enviassem recursos para fora do país sem realizar uma operação de câmbio formal. Os depositantes entregavam valores em reais em contas indicadas pelo grupo criminoso.

Em contrapartida aos depósitos feitos em território nacional, o valor equivalente em moeda estrangeira era disponibilizado para os clientes no exterior. Essa movimentação contornava os canais oficiais de controle cambial.

Os alvos da operação poderão responder, em tese, pelos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, organização criminosa e operação de instituição financeira sem a devida autorização.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.