PM proíbe informações sobre celular de tenente da Rota baleado em São Caetano do Sul
Centro de Comunicação da Polícia Militar proibiu o comando da Rota de responder sobre paradeiro do aparelho do oficial ferido.
Por Redação Diário Local
O Centro de Comunicação Social da Polícia Militar (CCOMSOC) proibiu, nesta quarta-feira (29), que o comando da Rota se manifeste sobre o paradeiro do celular do tenente Ronickson Pimentel dos Santos. O oficial foi baleado na cabeça no dia 27 de junho, em São Caetano do Sul, no ABC paulista.
Em nota, a corporação afirmou que a demanda não foi autorizada a ser respondida. O aparelho é considerado uma peça que poderia auxiliar na compreensão do atentado, conforme informações de pessoas que acompanham a investigação. Há relatos de que o telefone estaria sob a guarda da própria Polícia Militar.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) foi questionada sobre o caso, mas não enviou resposta. O tenente Pimentel segue internado e apresenta quadro clínico grave após o disparo ocorrido às 11h20 da manhã da data do crime.
O que se sabe sobre a investigação
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o ataque foi uma ação premeditada e organizada, com divisão de tarefas entre os envolvidos. Imagens de monitoramento indicam que o oficial foi monitorado antes de ser baleado na Avenida Goiás.
Até o momento, a investigação contabilizou a apreensão de seis celulares de pessoas envolvidas ou suspeitas do caso. Entre os detidos, estão Marcos Vinícius Dias Machado e Carlos Roberto Ferreira, sob suspeita de suporte logístico. Outros dois homens, Luiz Henrique de Oliveira Nascimento e Luis Altino da Silva, também foram presos por participação na estrutura do crime.
O principal suspeito do disparo, identificado como Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias, permanece foragido. A SSP oferece recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à sua localização, e seu nome consta na Difusão Vermelha da Interpol.
Confrontos com a Rota
O caso ocorre em um período de confrontos envolvendo a unidade. Durante as buscas pelos envolvidos no atentado, sete homens morreram em ações da Rota. Entre as ocorrências, estão mortes registradas em Guarulhos, na zona leste de São Paulo, em Peruíbe e em São Mateus.
Um dos mortos, Marcelo de Jesus Dias, conhecido como Nego Zum, era apontado como o piloto da motocicleta utilizada no atentado contra o tenente. Sua morte, ocorrida em 9 de julho, é vista por fontes que acompanham o caso como um fator que pode ter interferido no avanço das investigações sobre a motivação do crime.
