Polícia Civil busca novas provas em apartamento de capitã morta em Belo Horizonte
Investigadores estiveram no apartamento da capitã Michele Leão Azevedo para coletar evidências sobre o caso que investiga feminicídio.
Por Redação Diário Local
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou uma diligência, nesta terça-feira (28), no apartamento onde morava a capitã da Polícia Militar (PMMG) Michele Leão Azevedo, em Belo Horizonte. O objetivo da ação foi coletar novas provas para a investigação da morte da oficial, ocorrida na segunda-feira (20).
O principal suspeito do crime é o marido da capitã, o 3º sargento da PMMG Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos. Ele está preso preventivamente sob a suspeita de feminicídio.
Eduardo Abner foi preso em flagrante na noite da segunda-feira (20), após levar a esposa ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, onde ela já chegou sem vida. Durante o atendimento hospitalar, o sargento também foi flagrado tentando descartar uma caixa com 18 comprimidos de ecstasy em uma lixeira, o que o levou a responder por tráfico de drogas.
Em depoimento prestado aos investigadores, o sargento afirmou que o casal consumiu bebidas alcoólicas e ecstasy na noite do ocorrido. Segundo o relato, Michele teria caído de uma escada após práticas sexuais consensuais que envolviam agressões. Ele alegou ainda que a capitã teria recusado atendimento médico antes de falecer horas depois.
A versão apresentada pelo suspeito está sendo contestada pela Polícia Civil. Exames preliminares realizados na vítima apontaram múltiplas lesões pelo corpo, incluindo marcas compatíveis com chicotadas e um ferimento grave na região do rosto.
A investigação também apura informações colhidas com familiares da vítima. Os relatos apontam para um possível histórico de relacionamento abusivo entre o casal.
A pedido da defesa do sargento, a Justiça determinou que o caso tramite sob sigilo. A medida busca resguardar direitos fundamentais, como a intimidade e a vida privada dos envolvidos.
A comunidade militar de Minas Gerais acompanha o caso, que envolve dois membros da corporação. O comando da PMMG já se manifestou sobre o impacto do ocorrido na instituição.
