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Segurança

Cadelas são treinadas pela Polícia Civil para localizar corpos em cemitérios clandestinos no Rio

As cadelas Cora e Lola, da raça pastor-belga-malinois, têm a missão de encontrar restos mortais em áreas de mata e locais de difícil acesso.

Por Redação Diário Local

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) está treinando duas novas cadelas para auxiliar no combate ao crime organizado por meio da localização de restos mortais em cemitérios clandestinos. As animais, Cora e Lola, de 1 ano e 4 meses, integram a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e têm a missão pioneira no país de localizar cadáveres escondidos em áreas de mata e locais de difícil acesso.

As cadelas são da raça pastor-belga-malinois e passam a compor a Seção de Operações com Cães (SOC). O grupo já conta com 15 animais especializados em diversas frentes de atuação, incluindo a detecção de drogas, armas, munições e explosivos em operações de alto risco em todo o estado.

Para cumprir a nova função, os animais passam por um treinamento diário dividido em três frentes principais. O cronograma inclui atividades de socialização e ambientação, exercícios de detecção de odores e condicionamento físico constante.

A estratégia busca enfrentar a tática de facções criminosas de utilizar cemitérios clandestinos para ocultar crimes e eliminar provas. Segundo as autoridades, criminosos costumam utilizar áreas de mata fechada, zonas rurais distantes de centros urbanos e casas abandonadas para esconder as vítimas.

O uso de cães especializados permite que a polícia identifique vestígios que o olho humano não consegue detectar. A tecnologia biológica auxilia no desvendamento de ritos de ocultação de cadáveres, oferecendo às famílias a possibilidade de identificação e enterro das vítimas.

O funcionamento dos cemitérios clandestinos

A prática de esconder vítimas em locais ermos faz parte da dinâmica de grupos criminosos que buscam evitar a identificação de corpos e a coleta de evidências. Em muitos casos, os corpos são esquartejados para dificultar a busca e o reconhecimento pelas autoridades.

As investigações apontam que o descarte de cadáveres ocorre após ritos de violência praticados por facções. O objetivo dos criminosos ao utilizar áreas de mata ou zonas rurais é dificultar o trabalho de perícia e da investigação policial.

Com o reforço da SOC, a Polícia Civil busca aumentar a eficácia das buscas em terrenos de geografia complexa. A atuação das cadelas Cora e Lola visa dar resposta à dificuldade de encontrar indícios em locais onde as equipes humanas teriam limitações de visibilidade e acesso.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.