Polícia Civil cumpre mandados contra três suspeitos de aplicar golpe da falsa acompanhante em Montes Claros
Operação Ruiva Fake mira associação criminosa que utilizava perfil falso para extorquir vítimas na região do Lago Norte, em Brasília.
Por Redação Diário Local
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) cumpriu, nesta quinta-feira (5), mandados de busca, apreensão e bloqueio de bens contra três suspeitos de integrar uma associação criminosa especializada no golpe da falsa garota de programa. A ação, batizada de Operação Ruiva Fake, foi deflagrada em Montes Claros (MG) em uma parceria com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).
As investigações apontam que o grupo tinha como alvo moradores da região do Lago Norte, em Brasília. Os criminosos utilizavam um perfil falso, intitulado 'Ruiva On-Line', em um site de anúncios de acompanhantes para atrair interessados e dar início à fraude.
Segundo o delegado-chefe adjunto da 9ª Delegacia de Polícia do Lago Norte, Ronney Teixeira, o esquema funcionava em etapas. Após o contato via perfil falso, os suspeitos marcavam encontros na região do Lago Norte e iniciavam as cobranças financeiras.
A primeira etapa do golpe consistia na exigência de um pagamento antecipado, apresentado como uma taxa necessária para liberar a entrada da vítima no endereço combinado. Após esse valor, surgiam novas solicitações de dinheiro para a suposta aquisição de produtos que seriam utilizados durante o encontro.
Quando as vítimas percebiam o engano e interrompiam os pagamentos, o esquema evoluía para a extorsão. De acordo com a polícia, os criminosos alegavam ter ligações com facções criminosas e ameaçavam incluir os pagadores em 'listas vermelhas' ou 'listas negras' de organizações criminosas.
A estratégia de ameaça visava provocar medo nas vítimas para garantir novas transferências bancárias. A identificação dos investigados em Montes Claros ocorreu após o trabalho de análise de conversas, rastreamento de terminais telefônicos e acompanhamento de movimentações financeiras.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam celulares, chips telefônicos, computadores, cartões, documentos e dinheiro. Os materiais passarão por análise para ajudar a comprovar a atuação dos suspeitos e identificar outras possíveis vítimas do grupo.
Os três investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, estelionato e extorsão.
