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Saúde

Naviraí investiga óbito suspeito de chikungunya após aumento de casos em Mato Grosso do Sul

Município registra primeiro óbito suspeito da doença em 2026, em meio à alta de casos no estado e chuvas intensas.

Por Redação Diário Local

O município de Naviraí, localizado a cerca de 360 quilômetros de Campo Grande, investiga um óbito suspeito de chikungunya. Se a causa for confirmada, este será o primeiro registro de morte pela doença na cidade em 2026.

A investigação acontece em um cenário de retomada da circulação do vírus no Mato Grosso do Sul. De acordo com o Ministério da Saúde, os casos prováveis no estado aumentaram 136% em outubro, enquanto no Brasil o movimento foi de queda de 11% no mesmo período.

Como está a situação em Naviraí?

Atualmente, Naviraí contabiliza dez casos prováveis de chikungunya. O índice de incidência no município é de 18,9 notificações por 100 mil habitantes, o que mantém a cidade na faixa de baixa incidência, segundo os dados do monitoramento epidemiológico.

O levantamento aponta que o perfil dos pacientes na cidade é composto majoritariamente por pessoas autodeclaradas pardas, que representam 70% dos casos prováveis. Outros grupos — brancos, pretos e pessoas sem informação de raça/cor — respondem por 10% cada.

O volume de chuvas na região também é um fator de atenção, pois favorece o surgimento de criadouros do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da doença.

O que é a chikungunya e quais os sintomas?

A chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus CHIKV e transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada. Os sintomas costumam ser semelhantes aos da dengue, mas podem ser mais intensos e duradouros.

As principais características da doença são a febre alta e dores articulares marcantes, que podem persistir por mais de 15 dias. Em mais da metade dos casos, essas dores podem se tornar crônicas e durar anos.

A doença também pode acarretar complicações neurológicas, renais, cardiovasculares e dermatológicas. Em situações severas, pode haver necessidade de internação e risco de morte. Em caso de suspeita, a orientação é procurar avaliação médica e realizar exames pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.