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Segurança

Polícia Federal deflagra operação contra grupo que usava correios para tráfico de drogas

Operação Dealer mira grupo suspeito de usar encomendas postais para distribuir maconha e haxixe em diversas regiões do país.

Por Redação Diário Local

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (25), a Operação Dealer para desarticular um grupo criminoso suspeito de realizar o tráfico interestadual de drogas por meio de encomendas postais. A investigação aponta que os envolvidos utilizavam o fluxo de correspondências para distribuir entorpecentes para dezenas de destinatários em diversas regiões do Brasil.

As ações de combate ao grupo estão ocorrendo nos municípios de Natal e Extremoz, no Rio Grande do Norte. Os agentes cumpriram mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão domiciliar e busca pessoal durante as diligências.

A investigação teve início após a Polícia Federal interceptar encomendas postais que continham entorpecentes, como maconha e haxixe. A partir dessas apreensões, os agentes começaram a desvendar como funcionava o esquema de distribuição das drogas pelo país.

Com o avanço das diligências, a corporação identificou uma estrutura logística organizada para o envio sistemático das substâncias. O grupo utilizava o sistema de postagem para movimentar o crime de forma pulverizada.

Segundo os dados da Polícia Federal, os criminosos utilizavam indevidamente dados pessoais de terceiros para realizar as postagens. A estratégia servia para ocultar a verdadeira identidade dos remetentes e dificultar o rastreamento da origem das drogas.

Além da falsificação de dados, o esquema contava com uma camada de fraude em serviços de intermediação. Os investigados utilizavam contratos fraudulentos com plataformas de intermediação postal para dar aparência de legalidade ao envio.

Por meio desses contratos falsos, o grupo conseguia gerar as etiquetas de envio necessárias para o transporte. O método também permitia que eles realizassem os pagamentos e despachassem as encomendas de forma a evitar suspeitas imediatas no fluxo postal.

Ao longo do período investigado, as autoridades identificaram pelo menos 79 remessas postais que apresentavam indícios de envolvimento com o esquema criminoso. O volume de envios suspeitos demonstra a regularidade da atividade ilícita.

A Polícia Federal trabalha agora para mapear o alcance total da rede e identificar todos os envolvidos na logística de distribuição. As diligências em Natal e Extremoz buscam coletar mais provas contra os suspeitos.

Os investigados poderão responder por uma série de crimes previstos na legislação brasileira. Entre os delitos apontados estão o tráfico interestadual de drogas e a associação para o tráfico.

A prática de falsidade ideológica também foi incluída no rol de crimes que o grupo pode vir a responder em decorrência do uso de dados de terceiros e contratos fraudulentos. Outras infrações podem ser identificadas conforme o curso das investigações avançar.

A operação segue em andamento para desarticular completamente a estrutura de logística que sustentava o envio das drogas pelo correio. A PF busca entender se o grupo possuía outros pontos de apoio fora do Rio Grande do Norte.

O caso reforça a necessidade de monitoramento constante de fluxos de encomendas para coibir o uso de serviços postais em atividades ilícitas. A Polícia Federal manterá os detalhes sob sigilo conforme o avanço do inquérito.

As autoridades reforçam que as medidas de busca e apreensão são fundamentais para colher evidências que comprovem a participação de cada integrante da organização no tráfico de substâncias.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.