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Distrito Federal

Justiça condena advogada a oito anos de prisão por tráfico de drogas no Distrito Federal

Bruna Calland Cerqueira Rizieri foi sentenciada a oito anos de reclusão, mas terá o direito de recorrer da decisão em liberdade.

Por Redação Diário Local

A Justiça do Distrito Federal condenou a advogada Bruna Calland Cerqueira Rizieri a oito anos de reclusão pelo crime de tráfico de drogas. Apesar da pena ter sido fixada em regime inicialmente fechado, o magistrado concedeu à ré o direito de recorrer da sentença em liberdade.

O processo é o resultado de investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) sobre um esquema de comercialização de substâncias entorpecentes operado no bairro Sudoeste, em Brasília. O crime envolvia a advogada e seu companheiro, Henrique Sampaio da Silva, de 39 anos.

As investigações apontaram que o casal utilizava um apartamento no bairro para realizar as vendas, tanto presencialmente quanto por meio de sistema de entrega (delivery). A prática visava atingir um público composto inclusive por adolescentes e jovens em idade escolar.

Como funcionava o esquema de fidelização?

Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava uma estratégia para atrair e reter clientes por meio de objetos impressos em 3D, que serviam como um catálogo de códigos para as drogas. As peças funcionavam como um sistema de identificação para as substâncias oferecidas.

Dentro do método, um desenho de esqueleto de peixe era usado para representar a venda de cocaína; um raio identificava o comércio de ecstasy; e um floco de neve simbolizava a entrega de haxixe ou loló. A tática visava dissimular as transações ilícitas e criar um vínculo de exclusividade com os compradores.

O delegado-chefe da 3ª DP, Victor Dan, afirmou que o nível de sofisticação e a tentativa de driblar a polícia por meio dessa linguagem própria foram pontos de destaque na investigação.

Histórico e situação atual

O esquema foi alvo de uma operação da PCDF em setembro de 2025, na quadra 504 do Sudoeste. Meses após a primeira detenção, a advogada foi alvo de nova operação da polícia em dezembro do ano passado, ao ser flagrada cometendo o mesmo crime na região.

Na sentença atual, tanto Bruna quanto Henrique foram condenados a oito anos de reclusão. Contudo, os desdobramentos jurídicos seguem distintos para o casal: enquanto a advogada aguarda o julgamento das apelações em liberdade, o companheiro permanece detido.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.