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Segurança

Polícia Civil investiga incêndio em fábrica da Suggar em Belo Horizonte

Corpo de Bombeiros informou que a unidade não possuía o Auto de Vistoria aprovado; Defesa Civil interditou três imóveis próximos.

Por Redação Diário Local

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) investiga as causas de um incêndio que atingiu parte de uma fábrica da Suggar na madrugada desta sexta-feira (7), no bairro Pilar, na região do Barreiro, em Belo Horizonte. A corporação aguarda a conclusão de laudos técnicos para subsidiar o trabalho de apuração.

O Corpo de Bombeiros foi acionado às 0h50 e informou que, ao chegar ao local, grande parte do galpão utilizado para depósito de materiais já estava em chamas. A intensidade do fogo causou o colapso total do telhado e de outras partes da estrutura industrial.

A unidade, que produz equipamentos como lavadoras, depuradores de ar, cooktops e fornos elétricos, emprega cerca de 1.200 pessoas e está instalada no endereço há 47 anos. Segundo a empresa, todos os funcionários que estavam no local foram evacuados com segurança e não houve feridos.

O que diz o Corpo de Bombeiros?

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a fábrica não possuía o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) aprovado. O documento é obrigatório para atestar a segurança de uma edificação contra incêndio e pânico.

O tenente Henrique Barcellos informou que, embora exista um projeto aprovado em andamento, a execução e a notificação para vistoria são de responsabilidade do empreendedor. Segundo o oficial, em 2022 a empresa foi notificada porque o projeto não estava executado e, em 2025, houve uma nova tentativa de execução, mas não houve sinalização da corporação para a autorização do documento.

Os bombeiros relataram ainda que não foi possível utilizar o hidrante disponível no local durante o combate às chamas. A corporação informou que a empresa será notificada.

Interdições e riscos estruturais

Em decorrência do risco de colapso das estruturas da empresa, a Defesa Civil interditou três imóveis e isolou a área externa de outro na noite de ontem (7). Os moradores das residências atingidas tiveram que se abrigar em casas de parentes. A empresa Suggar declarou que ficará responsável por uma eventual realocação dos moradores.

Apesar de o fogo ter sido controlado, existe risco estrutural na edificação. Durante o combate, os bombeiros conseguiram evitar que as chamas atingissem um galpão onde havia estoque de óleo, o que impediu o aumento da intensidade do incêndio.

Posicionamento da empresa

A Suggar informou que o processo de obtenção do AVCB seguia curso regular e que, conforme a legislação estadual, a tramitação do documento não impede o funcionamento da unidade. A empresa ressaltou que os sistemas de proteção e combate a incêndio, incluindo hidrantes e iluminação de emergência, passaram por vistoria técnica independente em julho de 2026.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.