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Segurança

Polícia Civil do Rio de Janeiro desarticula esquema de roubo de remédios para câncer

Investigação aponta que grupo usou empresas de fachada e fraudes em licitações com apoio de facção criminosa no Rio de Janeiro

Por Redação Diário Local

A Polícia Civil do Rio de Janeiro desarticulou um esquema criminoso especializado no roubo de medicamentos para o tratamento de câncer. Segundo as investigações, a organização movimentou R$ 33 milhões em um período de um ano por meio de fraudes e desvios.

O grupo utilizava empresas de fachada para operacionalizar as atividades ilícitas e dar aparência de legalidade aos negócios. O esquema incluía o uso de fraudes em processos de licitações públicas para desviar os insumos médicos.

As autoridades informaram que a atividade criminosa contava com o apoio da facção Comando Terrorista da Pureza (TCP). A estrutura visava a movimentação desenfreada de valores por meio da manipulação de contratos e da gestão de empresas fraudulentas.

A investigação detalha que o foco do grupo era o desvio de produtos essenciais para pacientes oncológicos. O esquema aproveitava vulnerabilidades em certames públicos para garantir a entrada de empresas de fachada nos contratos de fornecimento.

Além da fraude em licitações, o grupo utilizava a estrutura empresarial para lavar os valores obtidos com os roubos. A investigação aponta que a logística de desvio era integrada ao sistema de contratos públicos.

A Polícia Civil trabalha agora para identificar o número total de empresas envolvidas no esquema e o destino final dos medicamentos roubados. O objetivo é rastrear o fluxo financeiro que movimentou as dezenas de milhões de reais detectados.

As autoridades seguem com o monitoramento das contas e das empresas que apresentavam indícios de irregularidade. O foco é entender como o apoio da facção criminosa facilitava a atuação das empresas de fachada no mercado.

Novas diligências devem ocorrer para identificar outros possíveis beneficiários do esquema de desvio de insumos de saúde. O caso segue sob investigação para apurar a extensão do prejuízo causado aos cofres públicos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.