Prefeitura do Rio autua 42 ônibus que circularam sem identificação de linha após vendaval
Veículos das concessionárias Intersul, Internorte, Transcarioca e Santa Cruz foram multados após circularem com letreiros apagados ou incorretos.
Por Redação Diário Local
A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), autuou 42 ônibus que circularam sem a identificação correta das linhas na última quarta-feira (29). A irregularidade foi registrada durante o vendaval que atingiu a capital fluminense, período em que o sistema de metrô, trens e VLT operava com interrupções.
Os veículos foram flagrados circulando na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, na Zona Sul, e na Avenida Presidente Vargas, no Centro. As infrações ocorreram entre 18h20 e 20h40, momento crítico de mobilidade causado pelo evento meteorológico.
As autuações envolveram os quatro consórcios que operam o sistema municipal de transporte. A concessionária Intersul foi a mais penalizada, com 21 autuações, seguida pela Internorte, com 16. As empresas Transcarioca e Santa Cruz receberam, respectivamente, três e duas autuações.
De acordo com a administração municipal, os ônibus estavam em operação regular, realizando o embarque e o desembarque de passageiros. No entanto, as caixas de vista eletrônica trafegavam apagadas ou exibiam informações incorretas, como “ESPECIAL” e “GARAGEM”.
A conduta configura infração ao Decreto Municipal nº 36.343/2012, que trata da inoperância ou do mau funcionamento da identificação eletrônica dos veículos. Para cada unidade autuada, a penalidade é uma multa administrativa de R$ 644,88.
A fiscalização foi realizada de forma presencial e também por meio do Centro de Operações Rio (COR). Para comprovar que os veículos estavam em serviço, o órgão cruzou imagens do sistema de videomonitoramento com os dados de GPS dos ônibus.
O cenário de irregularidades ocorreu simultaneamente aos estragos causados pela frente fria, que trouxe rajadas de vento superiores a 100 km/h. O fenômeno provocou mortes, quedas de árvores e falta de energia elétrica na cidade.
Com a paralisação temporária do metrô, dos trens metropolitanos e do VLT, os ônibus municipais tornaram-se a principal alternativa de deslocamento para a população. A operação adequada da frota era considerada essencial para atenuar os transtornos causados pelo vendaval.
