Preguiça-de-coleira ameaçada de extinção é filmada atravessando rodovia no Espírito Santo
Animal ameaçado de extinção foi avistado atravessando a rodovia ES-181, em Muniz Freire, nesta quarta-feira (30).
Por Redação Diário Local
Uma preguiça-de-coleira, espécie ameaçada de extinção, foi flagrada atravessando a rodovia ES-181, em Muniz Freire, no Sul do Espírito Santo, na manhã desta quarta-feira (30). O animal é exclusivo da Mata Atlântica e habita apenas o território capixaba e o estado do Rio de Janeiro.
O registro foi feito no trecho que liga o município à BR-262, na altura do Vale do Guarani, no distrito de Alto Norte. O movimento lento do mamífero foi acompanhado pelo empresário Maxson Bestete de Miranda, de 35 anos, que parou o automóvel para filmar a travessia.
Segundo o motorista, o encontro causou surpresa devido à raridade do animal. "Não é fácil ver uma. Quando eu vi, até tomei um susto, porque não é fácil encontrar a preguiça-de-coleera. A preguiça comum é muito mais fácil de ver", relatou.
No momento da filmagem, nenhum outro veículo passava pelo local da rodovia. Em nota, a Prefeitura de Muniz Freire informou que nenhum órgão ou equipe responsável pelo atendimento à fauna silvestre foi acionado para atender a ocorrência nesta quarta-feira (30).
A preguiça-de-coleira (Bradypus torquatus) recebe esse nome por causa de uma mancha escura na nuca que se assemelha a uma coleira. O mamífero costuma passar de 60% a 80% do dia dormindo, sendo mais ativo entre 9h e 21h.
O animal habita matas conservadas e florestas secundárias, procurando sempre as árvores mais altas. O contato com o chão ocorre apenas para defecar ou quando não é possível realizar a passagem de uma árvore para outra.
Na fase adulta, a espécie pode medir até 75 centímetros e pesar entre 4 e 10 quilos. Entre suas características físicas estão três garras em cada membro, usadas para se prender aos galhos e como mecanismo de defesa, além de nove vértebras cervicais que garantem grande mobilidade ao pescoço.
A orientação para casos de animais silvestres em situação de risco é que a população evite se aproximar, tocar ou tentar capturar o animal. A Prefeitura de Muniz Freire destacou que, sempre que possível, deve-se acionar órgãos ambientais ou equipes especializadas para o atendimento adequado.
