Prima de médium nega que ela tenha tido sinais de mediunidade na infância
Márcia Rocha afirma que a família nunca soube dos sinais alegados pela prima e que o apelido "Lê" é apenas uma abreviação do nome dela
Por Redação Diário Local
Uma prima de Maira Rocha desmentiu as afirmações da médium sobre ter manifestado sinais mediúnicos durante a infância. Márcia Rocha afirmou que a família nunca teve conhecimento de tais experiências, contrariando o que a gestora da Casa de Caridade Inácio Daniel declarou em suas redes sociais.
Em seus perfis, Maira Rocha alegou que experiências mediúnicas começaram aos 4 anos de idade e que a família notou os sinais ainda na infância. No entanto, Márcia Rocha rebateu a versão, mencionando que ambas cresceram em Jati, no interior do Ceará, uma cidade com aproximadamente 8 mil habitantes, onde tais fatos não passariam despercebidos.
A declaração da familiar também trouxe uma explicação para o apelido "Lê", mencionado pela médium como algo ensinado por um espírito. Segundo Márcia, o apelido é apenas uma abreviação do nome Alexandrina, o segundo nome de Maira.
Acusações de uso de informações de redes sociais
O caso de Maira Rocha, que atua em Águas Claras, no Distrito Federal, tem sido alvo de questionamentos sobre a veracidade das cartas psicografadas. Relatos de pessoas que utilizaram os serviços da Casa de Caridade Inácio Daniel indicam que o conteúdo das mensagens estaria sendo extraído de postagens em redes sociais como Facebook e Instagram.
De acordo com as queixas, as mensagens contêm detalhes de vidas de pessoas falecidas que coincidem com publicações públicas feitas pelos deudos em vida. Em alguns episódios, as cartas apresentaram informações imprecisas, como a menção a parentes que não existem ou a uso de apelidos que não eram comuns no convívio familiar.
Vítimas relataram que, no momento do luto, a carga emocional dificulta a percepção de erros, mas que, posteriormente, as discrepâncias tornam-se evidentes. Em um dos casos, familiares levaram a denúncia de fraude à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Leilões e valores pagos por objetos
Além das divergências sobre as cartas, o serviço da médium envolve a venda de objetos que teriam sido utilizados em práticas espirituais. Foi relatado que um vestido utilizado por Maira durante trabalhos espirituais chegou a ser vendido por R$ 57 mil em um leilão.
Outro caso envolveu o pagamento de R$ 11 mil por um amuleto. A gestora da instituição alegou que o objeto continha suas energias, mas as investigações e relatos de clientes buscam apurar a natureza dessas transações e o impacto emocional sobre os compradores.
