Homem é preso em avião em Vitória por aplicar golpe da cidadania portuguesa
Suspeito de 49 anos vendia serviços de despachante e sumia com documentos e dinheiro de vítimas; ao menos 25 pessoas foram lesadas.
Por Redação Diário Local
Um homem de 49 anos foi preso dentro de um avião no Aeroporto de Vitória, no Espírito Santo, na última sexta-feira (14), sob a acusação de aplicar golpes em pessoas que buscavam a cidadania portuguesa. O investigado, identificado como Alexandre José de Oliveira Paulo Mendes, oferecia serviços de despachante para facilitar o processo, mas sumia após receber valores e documentos originais dos clientes.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, o suspeito utilizava conhecimentos de processos reais para dar aparência de legalidade ao esquema. Entre as táticas usadas para manter a farsa, o homem chegava a forjar e-mails falsos em nome do Consulado de Portugal para enganar as vítimas.
A Polícia Civil apurou que ao menos 25 pessoas foram vítimas desse golpe no Espírito Santo. Durante buscas realizadas na residência de Alexandre, em São Paulo, os agentes localizaram diversos documentos pertencentes às pessoas que foram lesadas pelo esquema.
Entre os casos registrados, destaca-se o de uma família que teve quatro membros atingidos. Segundo relatos, cada um dos familiares pagou R$ 7 mil ao suspeito para tentar obter a cidadania portuguesa, utilizando pagamentos via Pix e também em dinheiro.
Uma das vítimas relatou que o último contato com o investigado ocorreu no dia 24 de outubro de 2025 (24). Na ocasião, o suspeito afirmou que enviaria um e-mail, mas posteriormente bloqueou os clientes e encerrou a comunicação.
O Ministério Público denunciou Alexandre por quatro crimes de estelionato. Apesar da denúncia e da prisão realizada no aeroporto capixaba, o homem passou por audiência de custódia e recebeu autorização para responder ao processo em liberdade.
A Polícia Civil orienta que cidadãos que desejam iniciar processos de cidadania estrangeira devem procurar diretamente os consulados dos países de origem no Brasil. A medida visa evitar o contato com intermediários não oficiais que possam aplicar fraudes.
O caso segue sob investigação das autoridades para identificar novas vítimas e detalhar o alcance do esquema criminoso.
