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Vila Velha

Produtor cria camarão-gigante de até 35 cm em sítio de Vila Velha

Produtor em Xuri aposta na reprodução da espécie para vender filhotes a outros criadores no Espírito Santo.

Por Redação Diário Local

Um produtor rural de Vila Velha está investindo na reprodução do camarão-gigante-da-Malásia, espécie de água doce conhecida pelo grande porte, para comercializar os filhotes em todo o Espírito Santo. O projeto ocorre no Sítio Recanto da Coruja, localizado no distrito de Xuri, e utiliza três tanques dedicados exclusivamente à reprodução do crustáceo.

O produtor José Luiz Helmer, de 80 anos, explicou que o objetivo do empreendimento não é o abate do animal para consumo direto, mas o fornecimento de matéria-prima para outros criadores. A expectativa é de que os primeiros filhotes estejam prontos para a venda em até dois meses.

A atividade integra o processo de expansão da aquicultura na propriedade, que também mantém outros dois tanques destinados à criação de tilápias. A estratégia de Helmer foca na especialização do ciclo reprodutivo para atender à demanda de novos produtores interessados na espécie.

Uma das principais características que impulsionam o interesse comercial é o tamanho do animal. De acordo com o produtor, um exemplar adulto do camarão-gigante-da-Malásia pode atingir cerca de 35 centímetros de comprimento e pesar entre 300 e 500 gramas.

O secretário municipal de Agricultura e Pesca de Vila Velha, Douglas Pinheiro, destacou que o apoio do poder público é essencial para transformar a atividade em oportunidade de renda para o campo. Ele afirmou que a gestão municipal trabalha na articulação de entes para promover o desenvolvimento rural.

O subsecretário de Agricultura e Pesca, Fábio Barcellos, defendeu a organização dos produtores em associações como forma de facilitar o acesso a recursos. Segundo Barcellos, o movimento permitiria maior entrada em programas de incentivo estaduais e federais, auxiliando na fixação das famílias no meio rural.

Características do camarão-gigante-da-Malasia

Originário da região do Indo-Pacífico, o camarão-gigante-da-Malásia (Macrobrachium rosenbergii) foi introduzido no Brasil para fins comerciais na década de 1970. Embora os adultos habitem ambientes de água doce, o ciclo de vida exige que as larvas passem por uma fase em água salobra para completar o desenvolvimento.

A espécie já possui relevância na produção capixaba. Em 2024, o Espírito Santo registrou uma produção de 11,35 toneladas do crustáceo. Além do porte, os machos adultos se destacam por possuírem longas patas dianteiras, que funcionam como pinças, e podem apresentar tons azulados.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.