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Segurança

Justiça determina prisão preventiva de homem suspeito de matar namorada e esconder corpo em BH

Justiça de Minas Gerais converteu em preventiva a prisão de André Junio Silva de Carvalho, suspeito de estrangular a namorada.

Por Redação Diário Local

A Justiça de Minas Gerais converteu em preventiva a prisão de André Junio Silva de Carvalho, de 24 anos, suspeito de matar a namorada, Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 36 anos, em Belo Horizonte. O suspeito passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (24).

O juiz Diego Gómez Lourenço fundamentou a decisão na extrema gravidade do caso e na periculosidade do investigado. De acordo com a decisão, o comportamento do homem após o crime demonstra elevado grau de frieza, violência e desprezo pela dignidade da vítima.

Segundo a confissão do autuado, o crime ocorreu após uma discussão em que a vítima o teria expulsado do apartamento. André teria estrangulado Stifanie e passado a conviver com o corpo, enrolado em dois cobertores, por aproximadamente quatro dias.

Para evitar que vizinhos percebessem o crime, o homem utilizava aromatizantes para disfarçar o odor da decomposição e mantinha as janelas fechadas. Ele também utilizou o celular da vítima para enviar mensagens de texto a uma amiga, tentando se passar por ela.

Como o crime foi descoberto

O corpo de Stifanie foi encontrado na última segunda-feira (21), após vizinhos acionarem a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). A suspeita de um crime surgiu quando moradores notaram que a vítima, que costumava enviar áudios, passou a responder comunicações apenas por mensagens escritas.

Testemunhas relataram que a mulher possuía transtornos mentais, o que a colocava em situação de especial vulnerabilidade. O principal suspeito foi identificado após imagens de circuito de segurança mostrarem André saindo do condomínio carregando duas malas.

Prisão e investigação

André Junio Silva de Carvalho se apresentou à Polícia Civil na tarde de terça-feira (22), na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Belo Horizonte, onde confessou o homicídio.

As investigações seguem em curso para apurar a motivação exata e toda a dinâmica do ocorrido. A Justiça manteve a custódia cautelar para garantir a ordem pública, citando a motivação fútil e o comportamento posterior do agressor.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.