Suspeito de pichar muro da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília é preso pela PMDF
Polícia Militar prendeu suspeito após mensagens de protesto serem escritas em português e inglês no muro da representação diplomática.
Por Redação Diário Local
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) prendeu um suspeito de apresentar atos de vandalismo e pichação no muro da Embaixada dos Estados Unidos, em Brasília, nas primeiras horas desta quinta-feira (13). O homem foi detido por equipes do 5º e 6º Batalhão da PMDF, que realizam o policiamento da área diplomática e de seu perímetro.
Durante a abordagem, os policiais apreenderam roupas e anotações que possivelmente foram utilizadas na execução da ação. O suspeito foi encaminhado para a 1ª Delegacia de Polícia (DP) para o registro da ocorrência e os procedimentos cabíveis.
O muro da representação diplomática foi alvo de mensagens de protesto escritas nos idiomas português e inglês. As frases grafadas eram “Os EUA fazem guerra e lucram com a morte” e “The USA makes war and profits from death”.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou a perícia no local para coletar evidências. Materiais relacionados ao ato foram recolhidos para análise técnica pela Polícia Civil.
Contexto das manifestações
A pichação faz parte de uma mobilização nacional realizada nesta quinta-feira (13) em diversos estados do país. O movimento, intitulado “Sejamos Todos como Fidel”, foi organizado por diferentes grupos e faz referência aos 100 anos de Fidel Castro.
Entre os organizadores do ato estão o Levante Popular, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Alba Movimentos, além do Movimento Brasil Popular. De acordo com o coletivo Levante Popular, as manifestações têm como objetivo denunciar tentativas de interferência dos Estados Unidos no Brasil.
As atividades de protesto ocorreram em múltiplos pontos do território brasileiro ao longo do dia. A ação coordenada por esses coletivos buscou centralizar as críticas ao governo norte-americano em diversos centros urbanos.
Até o momento, a investigação segue sob responsabilidade da 1ª DP (Asa Sul) para apurar as circunstâncias completas do ocorrido e o envolvimento de outros participantes do movimento.
