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Segurança

Polícia prende três suspeitos de aplicar golpe da falsa central bancária no Espírito Santo

Investigação aponta organização criminosa que causou prejuízo de mais de R$ 200 mil a um médico em Goiás.

Por Redação Diário Local

Três pessoas foram presas em flagrante na Região Metropolitana de Vitória por suspeita de integrarem uma organização criminosa especializada no golpe da falsa central bancária. O grupo é investigado por causar um prejuízo superior a R$ 200 mil a um médico de 74 anos, morador de Goiânia, em Goiás.

As prisões ocorreram em Viana e Vila Velha, durante uma operação da Polícia Civil do Espírito Santo em apoio à Polícia Civil de Goiás. Os envolvidos foram identificados como Riany Carla de Almeida Ewald, de 23 anos, Michael Arcanjo Goedert Mais, de 24, e Renato Marcelino Cazaroto, de 42.

O caso começou a ser apurado após o médico ser vítima da fraude no dia 23 de julho. Na ocasião, criminosos se passaram por gerentes bancários e informaram sobre transferências agendadas sem autorização. Para tentar cancelar as movimentações, a vítima clicou em um link e enviou um código de confirmação, o que permitiu o acesso dos criminosos à conta e a efetivação de diversas transferências.

Como funcionava o esquema criminoso?

Segundo as investigações, o grupo tinha funções distintas dentro da organização. Além de utilizarem contas próprias para receber dinheiro desviado, os integrantes recrutavam terceiros para emprestar contas bancárias em troca de comissão.

A investigação rastreou o dinheiro da vítima até uma conta ligada a uma empresa de Riany, em Viana. Após ser localizada em sua residência, a mulher confessou o crime e afirmou ter recebido aproximadamente R$ 5 mil referentes a um empréstimo feito pela conta da vítima.

Os outros dois detidos, Michael e Renato, foram localizados em Vila Velha. De acordo com a polícia, eles atuavam como recrutadores, utilizando conhecimento técnico para atrair pessoas de diferentes estados para o esquema de 'contas laranja'.

Próximos passos da investigação

A Polícia Civil informou que a estrutura do grupo parece ser maior do que o inicialmente previsto. Os investigadores trabalham para identificar outras lideranças e participantes, incluindo pessoas que poderiam atuar na região do Rio de Janeiro.

Os três suspeitos foram autuados por estelionato, fraude eletrônica, sucessão criminosa e lavagem de capitais. As prisões foram mantidas durante a audiência de custódia. A polícia alertou que ceder contas bancárias para movimentação de dinheiro de origem ilícita pode gerar responsabilização criminal por estelionato.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.