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Segurança

Polícia prende suspeitos de monitorar promotor Lincoln Gakiya e coordenador prisional em São Paulo

Duas prisões preventivas foram decretadas após denúncia de que membros do PCC planejavam atentados contra autoridades.

Por Redação Diário Local

Dois homens apontados pelo Ministério Público de São Paulo como integrantes do grupo criminoso PCC foram presos após serem denunciados por monitorar e planejar possíveis atentados contra o promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), e Roberto Medina, coordenador da Croeste (Coordenadoria das Unidades Prisionais da Região Oeste).

As prisões preventivas de Victor Hugo da Silva, conhecido como VH ou Falcão, e Adilson Audinir Oliveira Junior, o Ju Machado, foram decretadas pela Justiça nesta sexta-feira (14). Segundo as investigações, o grupo levantava dados estratégicos sobre as autoridades, como endereços, rotinas, trajetos e informações de familiares.

As informações coletadas, que incluíam fotografias e vídeos, eram encaminhadas para a chamada “Sintonia Restrita”, setor do PCC responsável por ações estratégicas da organização, de acordo com o Ministério Público.

Como funcionava o monitoramento

A denúncia detalha que cada integrante tinha funções específicas no esquema. Victor Hugo da Silva é acusado de monitorar o coordenador Roberto Medina. Segundo o Ministério Público, o suspeito Wellison Rodrigo Bispo, o Corinthinha, atuaria como intermediário, recebendo os dados de Victor Hugo para enviá-los ao setor de planejamento da facção.

Em relação ao promotor Lincoln Gakiya, o foco do monitoramento seria Sérgio Garcia da Silva, conhecido como Messi. No aparelho celular de Sérgio, foram encontrados mapas, localizações e registros fotográficos de locais de trabalho e de pontos frequentados por parentes do promotor.

As ordens para o monitoramento das autoridades teriam partido de lideranças da facção que atuam dentro do sistema prisional, conforme aponta o Ministério Público de São Paulo.

Armas e provas

Além da coleta de dados, a investigação aponta que Sérgio Garcia da Silva teria negociado armamento, incluindo fuzis. Adilson Audinir Oliveira Junior, o Ju Machado, apontado como interlocutor de Sérgio, teve munições apreendidas em sua residência.

Mensagens encontradas no celular de Adilson mencionavam a necessidade de apagar conversas e provas relacionadas à coleta de informações sobre as autoridades. Além dos dois detidos nesta sexta-feira (14), outros dois suspeitos, Wellison Rodrigo Bispo e Sérgio Garcia da Silva, já haviam sido denunciados anteriormente, sendo que os dois últimos já estavam presos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.