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Distrito Federal

Professor do DF condenado por matar ex-mulher segue foragido após ordem de prisão da Justiça da Bahia

Igor Azevedo Bomfim tem mandado de prisão expedido pela Justiça da Bahia; ele atuava como professor temporário no DF

Por Redação Diário Local

O professor Igor Azevedo Bomfim, de 46 anos, permanece foragido há mais de um mês após a Justiça da Bahia determinar sua prisão. O educador foi condenado a 10 anos e 10 meses de reclusão por matar a ex-mulher, Mayara de Souza Lisboa, a tiros.

O mandado de prisão foi expedido pela Vara de Justiça de Santa Rita de Cássia (BA) no dia 29 de junho (29), por determinação da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Igor Azevedo Bomfim segue desaparecido e pode ser preso a qualquer momento.

Relembre o crime

O assassinato aconteceu em 2 de novembro de 2010, na residência da vítima, em Santa Rita de Cássia (BA). De acordo com o inquérito policial da época, o acusado invadiu o imóvel e executou Mayara no banheiro.

Após o crime, o professor se apresentou à polícia e alegou ter agido em defesa da honra. Na ocasião, a vítima tinha 22 anos e o acusado 31 anos. Após o ocorrido, o homem se mudou para o Distrito Federal, onde reside desde então.

Trajetória judicial e atuação no DF

O caso passou por diversas etapas na Justiça. Em 2013, o professor foi absolvido pelo Tribunal do Júri, mas a defesa de Mayara recorreu. Em 2019, uma nova decisão condenou o educador a pouco mais de 10 anos de prisão.

Em novembro de 2024, o caso chegou a transitar em julgado, e Igor chegou a ser preso no Guará (DF). No entanto, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou o trânsito em julgado, o que fez o processo retornar ao STJ. Recentemente, a Quinta Turma do STJ determinou o cumprimento da pena, gerando o novo mandado de prisão.

No Distrito Federal, o professor atuou na rede pública de ensino entre 2021 e 2024. No início deste ano, ele tomou posse como professor substituto temporário da Secretaria de Educação (SEDF) no Centro de Ensino Fundamental 03 da Cidade Estrutural.

A Secretaria de Educação informou que, no momento da contratação, o profissional apresentou certidões negativas de antecedentes criminais expedidas pela Polícia Federal e pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT). Contudo, após a repercussão do caso, a pasta afastou o professor e instaurou um procedimento sigiloso para apuração. Igor não recebe salários desde o afastamento.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.