Queda de helicóptero mata cantor Rick e outras quatro pessoas em Santa Catarina
Corpos foram resgatados nesta terça-feira (22) na Serra Catarinense após aeronave desaparecer na segunda-feira (21).
Por Redação Diário Local
O cantor Rick, da dupla com Renner, e outros quatro ocupantes de um helicóptero morreram após a queda de uma aeronave em Santa Catarina. Os corpos foram resgatados nesta terça-feira (22) em uma área de mata de difícil acesso na Serra Catarinense, após o helicóptero desaparecer na tarde de segunda-feira (21).
A aeronave seguia de Porto Belo, no litoral norte, para São Joaquim, na Serra, quando o acidente ocorreu. As vítimas foram encaminhadas ao Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis para exames periciais que devem determinar as causas das mortes.
O que causa as mortes em acidentes aéreos?
Tragédias envolvendo quedas de aeronaves costumam ser de altíssimo impacto e ocorrem de maneira muito rápida. A causa mais frequente de morte nesses casos é o politraumatismo, que é o conjunto de lesões graves causadas pelo impacto contra o solo ou a estrutura da aeronave.
Entretanto, outros fatores podem ser fatais antes mesmo do choque contra o solo. Incêndios a bordo, provocados por falhas elétricas ou vazamentos de combustível, podem causar asfixia ou intoxicação por monóxido de carbono e outros gases irritantes. Em aviões comerciais de grande altitude, o risco de despressurização pode levar à hipóxia, que é a falta de oxigênio no organismo.
A perda de pressão em grandes altitudes pode causar a deterioração do julgamento e perda da capacidade de agir, levando à inconsciência antes do impacto.
Os riscos do impacto e do pós-colisão
No instante da colisão, a gravidade das lesões depende de variáveis como a velocidade, o ângulo da queda e a resistência da cabine. Além do trauma direto, a desaceleração brusca pode romper vasos vitais, como a aorta, o fígado e o baço, devido à inércia dos órgãos internos que continuam se movendo no momento em que a aeronave para.
Mesmo que os ocupantes sobrevivam ao impacto inicial, o risco de morte permanece elevado nos minutos e horas seguintes. Condições como hemorragias internas, graves queimaduras, inalação de fumaça ou o acúmulo de ar nos pulmões (pneumotórax) podem ser fatais.
Em casos de queda na água, o afogamento e a hipotermia, causada pela temperatura baixa, são riscos imediatos para quem consegue sair da aeronave.
Como funciona a perícia médica?
Para determinar o que aconteceu, os peritos precisam cruzar os achados da necropsia com a análise do local do acidente. O objetivo é reconstituir a linha do tempo das lesões e identificar sinais vitais, que são reações biológicas que comprovam que o organismo estava vivo durante um evento específico.
Por exemplo, a presença de fuligem nos pulmões indica que a vítima estava respirando durante um incêndio. Contudo, os peritos ressaltam que nem sempre é possível determinar a sequência exata dos eventos em impactos de altíssima energia, e lesões instantaneamente fatais podem impedir que o corpo registre reações biológicas previsíveis.
