Diário Local
Rio de Janeiro

Rompimento de adutora alaga 12 casas e deixa famílias sem teto em Irajá, na Zona Norte do Rio

Incidente aconteceu na madrugada desta segunda-feira (2) na comunidade Rio do Ouro; 12 imóveis foram atingidos e dois podem ser demolidos

Por Redação Diário Local

O rompimento de uma tubulação de grande porte da concessionária Águas do Rio causou alagamentos e destruiu imóveis na comunidade Rio do Ouro, em Irajá, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O incidente ocorreu por volta de 1h30 desta segunda-feira (2), surpreendendo os moradores durante a madrugada.

A força da água atingiu 12 casas e deixou famílias sem ter para onde ir. Segundo levantamentos, pelo menos duas residências precisarão ser demolidas: uma localizada no ponto do rompimento da tubulação e outra que deverá dar passagem ao maquinário necessário para as obras de reparo.

A Defesa Civil realizou a interdição de alguns imóveis e orientou que os moradores não permaneçam nas habitações que foram condenadas pela equipe técnica.

Relatos de desespero e perda de bens

Moradores descreveram o impacto do incidente e a dificuldade de escapar dos imóveis. Regiane Braga da Silva, de 47 anos, relatou que a água invadiu o quarto e que a única saída da residência, o portão, ficou obstruído pela força do fluxo. Ela e o filho, de 13 anos, conseguiram sair apenas após uma das paredes da casa ceder.

A moradora informou ter perdido móveis, eletrodomésticos e documentos. A concessionária Águas do Rio realizou um levantamento dos bens perdidos e disponibilizou um contato para que as vítimas acompanhem o processo de indenização.

Outro caso registrado foi o de Dagmar dos Santos, de 75 anos. A idosa relatou que a água subiu rapidamente e uma parede de uma casa vizinha bloqueou sua porta, deixando-a presa dentro da residência. Ela conseguiu escapar com o auxílio de vizinhos, que abriram uma passagem entre os escombros.

Riscos e condições sanitárias

Além dos danos materiais, os moradores enfrentam preocupações com a segurança e a saúde. Há relatos de receio quanto a possíveis saques nos imóveis que ficaram vazios, enquanto as famílias tentam proteger o que restou.

As condições sanitárias também são uma preocupação na comunidade. Em áreas com circulação de ar limitada, o alagamento agravou problemas de infiltração, umidade e o mau cheiro da rede de esgoto, além de aumentar o risco de proliferação de insetos.

A concessionária Águas do Rio deve conduzir os procedimentos para reparação dos prejuízos materiais, enquanto sua área social fica responsável pelo atendimento às famílias e pela abertura dos processos de inventário dos bens perdidos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.