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Segurança

Alimentos e eletrônicos lideram roubos de carga em rodovias do Espírito Santo

Produtos alimentícios e eletrônicos somam 37,5% dos registros de furto e roubo de cargas no estado, conforme dados da Secretaria de Segurança.

Por Redação Diário Local

Alimentos e eletrônicos são os principais alvos de furtos e roubos de cargas nas rodovias do Espírito Santo. Segundo o Observatório da Segurança, da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), esses dois setores somam 37,5% do total de ocorrências registradas no estado.

Apesar da relevância desses produtos, a polícia ressalta que não há uma preferência fixa por tipos de mercadoria, mas sim uma facilidade de subtração. Os crimes ocorrem, em sua maioria, por oportunidade, como saques após acidentes de trânsito ou furtos cometidos durante o repouso noturno de caminhoneiros.

O período da madrugada é o mais crítico para o setor, concentrando 42,5% dos casos. Um ponto de atenção identificado é o trecho da BR-101 que liga Guarapari à divisa com o Rio de Janeiro, região que possui grande concentração de postos e pontos de parada.

O que caracteriza roubo e furto de carga?

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a diferença entre os crimes está na presença de violência ou ameaça. O roubo de carga é configurado quando há uso de violência ou grave ameaça contra a vítima.

Já o furto ocorre sem o emprego de violência. Um exemplo comum é quando um caminhão tomba e a carga derrama na pista; se alguém recolher os produtos, o ato é considerado furto, pois a mercadoria ainda pertence ao proprietário.

Baixos índices no estado

O Espírito Santo apresenta índices de criminalidade contra cargas inferiores à média nacional. Em 2025, a região Sudeste concentrou 68% dos mais de 8.500 roubos e furtos registrados no Brasil, enquanto o estado capixaba teve apenas 59 casos registrados no mesmo período.

Entre janeiro e junho deste ano, o Brasil registrou 3.851 roubos de carga, uma média de aproximadamente 21 casos por dia. No Espírito Santo, foram registrados 11 roubos até o dia nesta terça-feira (27), número considerado baixo pela polícia mesmo com o crescimento do estado como polo logístico.

A integração entre as forças de segurança e o setor privado é atribuída aos resultados positivos no estado. Segundo a polícia, não existem quadrilhas especializadas em roubo de cargas atuando no território capixaba.

Combate à receptação

As autoridades alertam que o combate aos receptadores é fundamental para interromper a cadeia do crime, já que produtos furtados ou roubados costumam ser vendidos no comércio local ou para vendedores informais.

No Espírito Santo, a legislação estadual já prevê a cassação da inscrição estadual de estabelecimentos que comercializem produtos de origem ilícita. Além disso, o crime organizado pode enfrentar novas penalidades com o avanço de medidas federais que visam suspender o CNPJ de empresas envolvidas em receptação.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.