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Igreja Católica celebra memória de Santa Brígida da Suécia nesta quinta-feira (23)

A Igreja Católica celebra nesta quinta-feira (23) a memória da religiosa que foi declarada co-padroeira da Europa por sua trajetória de caridade.

Por Redação Diário Local

A Igreja Católica celebra nesta quinta-feira (23) a memória de Santa Brígida da Suécia, religiosa que conciliou a vida familiar, ações de caridade e viagens por diversas regiões do continente europeu. Declarada co-padroeira da Europa, Brígida é lembrada tanto por sua trajetória doméstica quanto por sua atuação pública em prol da paz.

Nascida na Suécia por volta de 1303, em uma família da aristocracia, Brígida viveu a primeira fase de sua vida dedicada ao casamento e à maternidade. Ela foi casada por mais de 20 anos com Ulf Gudmarsson, com quem teve oito filhos. Durante esse período, o casal seguiu a Regra da Ordem Terceira Franciscana e atuou no auxílio a pessoas em situação de vulnerabilidade, inclusive com a fundação de um pequeno hospital.

Sua filha, Catarina da Suécia, também recebeu o reconhecimento de santa e acompanhou a mãe em atividades religiosas e de caridade, inclusive em Roma. A educação dos filhos estava ligada ao exemplo prático, com visitas a hospitais e cuidado direto a enfermos.

Como foi a transição para a vida religiosa?

Após a morte de seu marido, Brígida iniciou uma nova etapa de sua vida. Ela abriu mão de parte de seus bens e aproximou-se da vida religiosa no mosteiro de Alvastra. Foi nesse período que ela relatou ter vivido experiências místicas, cujas mensagens foram reunidas posteriormente em oito livros, conhecidos como “Revelações”.

Os textos abordam temas como a vida de Cristo, a situação da Igreja e os conflitos políticos do período. Embora as mensagens tenham sido relevantes, a Igreja Católica esclarece que tais revelações particulares não substituem o conteúdo da fé cristã.

Em 1349, Brígida mudou-se para Roma com o objetivo de buscar o reconhecimento da Ordem do Santíssimo Salvador, comunidade que pretendia fundar. A ordem, que envolve oração, estudo e caridade, ficou conhecida como Ordem de Santa Brígida ou Ororder das Brigidinas.

Qual foi o legado de Santa Brígida na Europa?

A atuação de Brígida estendeu-se ao campo político e diplomático. Ela enviou mensagens ao papa, na época residente em Avinhão, solicitando o retorno da sede da Igreja para Roma. Além disso, escreveu a governantes europeus pedindo a reconciliação entre França e Inglaterra durante a Guerra dos Cem Anos.

Sua importância para o continente foi consolidada em 1999, quando o Papa João Paulo II a declarou co-padroeira da Europa, título compartilhado com Santa Catarina de Sena e Santa Teresa Benedita da Cruz. A escolha baseou-se em sua trajetória por diferentes países e na defesa da unidade cristã.

Brígida faleceu em Roma no dia 23 de julho de 1373. Seus restos mortais foram levados para o mosteiro de Vadstena, na Suécia, que se tornou o principal centro da ordem por ela fundada. Ela também é considerada a padroeira da Suécia.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.