Suggar anuncia suporte médico e psicológico a moradores após incêndio em fábrica de Belo Horizonte
Empresa cadastrou moradores afetados e aguarda conclusão dos trabalhos da Defesa Civil; Corpo de Bombeiros segue no rescaldo
Por Redação Diário Local
A Suggar Eletrodomésticos informou neste sábado (8) que cadastrou os moradores afetados pelo incêndio de grandes proporções que atingiu uma de suas unidades em Belo Horizonte. A empresa afirmou que manterá contato com as pessoas que vivem no entorno da fábrica e que, nos próximos dias, serão disponibilizados atendimentos médico e psicológico para quem necessitar de suporte.
A fabricante declarou que aguarda a conclusão dos trabalhos da Defesa Civil para definir os próximos passos. Enquanto isso, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) continua no local realizando o rescaldo do incêndio, ocorrência que já dura mais de 24 horas.
O que dizem os bombeiros sobre a segurança?
Segundo o CBMMG, o galpão atingido não possuía o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento que certifica o cumprimento das medidas de segurança contra incêndio e pânico. O tenente Henrique Barcelos afirmou que havia um projeto de prevenção aprovado para o imóvel, mas as medidas previstas não haviam sido executadas para permitir a emissão do documento.
De acordo com o militar, a situação era acompanhada desde ao menos 2022, quando uma vistoria constatou que o projeto de segurança não havia sido executado e a empresa foi notificada. Uma nova tentativa de regularização teria ocorrido em 2025, mas a corporação não foi acionada para realizar nova vistoria após esse período.
Os bombeiros também relataram dificuldades para utilizar o sistema de hidrantes disponível no imóvel durante o combate às chamas. A ausência do AVCB, segundo a corporação, não interrompe automaticamente uma atividade, ocorrendo a interdição apenas quando é identificado risco iminente de incêndio.
Posicionamento da empresa
Por outro lado, a Suggar afirmou que os sistemas de proteção contra incêndio instalados na fábrica passaram por vistoria técnica independente em julho deste ano. Segundo a empresa, a inspeção foi realizada por uma companhia de engenharia responsável pelo projeto de segurança.
A fabricante declarou que hidrantes, sistema de detecção, alarme e iluminação de emergência foram revisados e submetidos a testes operacionais com funcionamento validado na ocasião. A empresa também afirmou que o processo para obtenção do AVCB seguia fluxo regular e que a tramitação do documento não impede o funcionamento da unidade conforme a legislação estadual.
O incêndio começou por volta das 0h50 de sexta-feira (7), na Rua Professor Otílio Macedo, no bairro Pilar, na Região Oeste de Belo Horizonte. O fogo provocou o colapso do telhado e de outras estruturas da edificação. Não houve registro de feridos.
