Suspeito de atirar em grávida que perdeu bebê em Goiás é preso em Uberlândia com documento falso
Jamil Eduardo Marques Rezende estava foragido desde fevereiro, quando atirou em uma mulher de 24 anos em Itumbiara (GO).
Por Redação Diário Local
Jamil Eduardo Marques Rezende, suspeito de atirar em uma mulher grávida que perdeu o bebê em Itumbiara (GO), foi preso na última quinta-feira (27), em Uberlândia (MG). O homem apresentou um documento de identidade falso para tentar esconder a própria identidade durante a abordagem policial.
A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Goiás. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, o suspeito foi localizado na cidade mineira e também foi autuado em flagrante pelo uso de documentação falsa.
O homem estava foragido desde o dia 7 de fevereiro, quando o crime ocorreu. De acordo com as investigações da Polícia Civil de Goiás, o suspeito teria disparado contra a vítima, que tinha 24 anos e estava no quinto mês de gestação.
As investigações apontam que a discussão começou na avenida Tancredo Neves, em Itumbiara, após o homem, que estaria embriagado, tocar no rosto da mulher sem o consentimento dela. A vítima reagiu jogando uma bebida contra o suspeito, que efetuou dois disparos contra o tórax da mulher.
Imagens de câmeras de monitoramento registraram o momento em que a mulher, que estava em uma bicicleta, foi atingida e caiu ao chão. Após o atentado, a vítima ficou internada por 20 dias e, embora tenha recebido alta, perdeu o bebê em decorrência dos tiros.
Em depoimento à polícia, a mulher afirmou que não conhecia o agressor e nunca teve qualquer tipo de relação com ele. O delegado Felipe Sala informou que o suspeito tem registros policiais por diversos crimes, incluindo tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e violência doméstica.
Jamil Eduardo Marques Rezende foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça. Ele é investigado pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado e aborto provocado por terceiro, sem o consentimento da gestante.
Além do processo referente ao crime ocorrido em Goiás, o homem também deverá responder em Minas Gerais pelo uso de documento de identidade falso. A defesa do suspeito não foi localizada até o momento.
