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Segurança

Cantor sertanejo é condenado a 28 anos de prisão por matar esposa em Nova Friburgo

Clodoaldo Queiroz de Oliveira, da dupla Tony e Gustavo, recebeu pena de 28 anos de reclusão pelo feminicídio de Karen Mancini, ocorrido em 2024.

Por Redação Diário Local

O cantor Clodoaldo Queiroz de Oliveira, conhecido como Gustavo, da dupla sertaneja Tony e Gustavo, foi condenado a 28 anos de reclusão pelo feminicídio de sua esposa, Karen Mancini, de 39 anos. A decisão do Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Niterói foi proferida na madrugada deste sábado (29).

A condenação fixou o regime inicialmente fechado para o cumprimento da pena. O crime ocorreu em abril de 2024, na residência onde o casal vivia, no distrito de Lumiar, em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro.

Karen Mancini era servidora do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Segundo o laudo de necropsia citado no processo, a vítima foi atingida por 114 golpes distribuídos por diversas partes do corpo, como rosto, pescoço, braços, tórax, abdômen e pernas.

O documento pericial apontou que a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico, acompanhado de hemorragias e lesões internas no crânio. O julgamento teve início na sexta-feira (28), mas a leitura oficial da sentença ocorreu apenas por volta das 2h deste sábado (29).

Na sentença, a juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce destacou a brutalidade do ataque e o fato de o réu não ter prestado socorro à vítima. A magistrada ressaltou que, embora Clodoaldo seja tecnicamente primário, sua culpabilidade apresenta alto grau de reprovabilidade e censurabilidade.

A decisão também reconheceu a qualificadora de meio cruel, baseada na quantidade e na distribuição dos ferimentos. A sentença mencionou que a perícia classificou o volume de lesões como tortura, por causar padecimento desnecessário à vítima.

Os jurados reconheceram ainda a motivação fútil do crime. A magistrada afirmou que o conjunto de evidências demonstrou frieza e menosprezo pela vida humana durante a execução do ato.

O caso seguiu os ritos do Tribunal do Júri para apurar as circunstâncias do feminicídio triplamente qualificado que vitimou a servidora pública em Nova Friburgo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.