Diário Local
Segurança

Suspeito de chacina em Formosa grava vídeo alegando legítima defesa

Investigado por morte de quatro pessoas em Goiás afirma que agiu para proteger a família de cobrança de dívida de R$ 250 mil

Por Redação Diário Local

Um dos suspeitos de envolvimento na chacina que resultou na morte de quatro homens em Formosa (GO) gravou um vídeo explicando as motivações do crime ocorrido na última terça-feira (11). No registro, Mauricio Correa Silvério da Silva afirma que as vítimas estariam perseguindo membros de sua família devido a uma dívida de R$ 250 mil.

O investigado alega que o grupo agiu em legítima defesa para evitar que os parentes fossem mortos. Segundo o relato de Mauricio, as vítimas seriam integrantes de um grupo de São Paulo, estariam armadas e teriam o objetivo de executar sua família.

O pai do suspeito, o policial militar da reserva Matusalém Silvério da Silva, também gravou um vídeo narrando o ocorrido. Ele afirma que os disparos foram uma tentativa de proteger o filho, que estaria sendo perseguido pelos quatro homens.

Matusalém Silvério da Silva se entregou nesta sexta-feira (14) em uma delegacia de São Luís de Montes Belos (GO). Antes da prisão, os suspeitos chegaram a se apresentar em uma delegacia na quinta-feira (13) acompanhados de um advogado, mas foram liberados por não haver mandado de prisão em aberto no momento.

O que diz a Polícia Civil

O delegado da Polícia Civil de Goiás (PCGO), José Antônio Sena, afirmou que os vídeos produzidos pelos envolvidos buscam construir uma "realidade paralela". Para a autoridade policial, o objetivo dos relatos seria enquadrar o crime como um caso de legítima defesa.

A investigação apura as mortes de Gustavo Fernandes Graças, Gustavo Aurélio, André Ferreira e Luiz Antônio Rodrigues. As vítimas foram mortas a tiros dentro de uma caminhonete, no Setor Parque Lago, durante uma tentativa de cobrança da dívida mencionada pelos suspeitos.

Suspeitos continuam foragidos

A Polícia Civil de Goiás trabalha para localizar Rodrigo Anderson Barbosa e Mauricio Correa Silvério da Silva, que permanecem foragidos. Além deles, o policial militar da reserva Matusalém Silvério da Silva também é investigado pelas mortes.

Qualquer informação que possa auxiliar na localização dos envolvidos pode ser comunicada de forma anônima pelo Disque-Denúncia 197 ou pelo telefone 61 3631-7793, da 11ª Delegacia Regional de Formosa (DRP).

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.