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São Paulo

Temporal destrói até 70% das casas em Guariba e prefeito relata cenário de caos em SP

Prefeito de Guariba afirma que município não tem condições de reconstrução sozinho após ventos de 120 km/h atingirem a cidade.

Por Redação Diário Local

O temporal que atingiu o interior de São Paulo na sexta-feira (24) causou uma destruição generalizada no município de Guariba, onde entre 60% e 70% das residências foram danificadas ou destruídas. O prefeito da cidade, Francisco Dias Mançano Junior, descreveu o cenário de devastação como equivalente ao de um terremoto.

O impacto severo ocorreu por volta das 4h19 de sexta-feira (24), quando a cidade registrou ventos de 120 km/h e um volume de 100 milímetros de chuva em apenas quatro horas. Além das moradias, o parque industrial e galpões do agronegócio foram severamente atingidos, com o prefeito relatando que estruturas inteiras foram retorcidas.

A falta de infraestrutura básica também foi um problema crítico. De acordo com o governo estadual, até o fim de semana, 80% dos imóveis em Guariba permaneciam sem fornecimento de energia elétrica. O município, que possui 37,4 mil habitantes, também enfrentou dificuldades no abastecimento de água.

Para lidar com a crise, a prefeitura improvisou abrigos e uma cozinha industrial para atender os moradores que perderam seus bens. As aulas na rede municipal de ensino foram suspensas entre esta segunda-feira (27) e quarta-feira (29). A estimativa inicial para o custo da reconstrução do município é de R$ 50 milhões.

Devido à gravidade dos danos, Guariba está entre as seis cidades da região de Ribeirão Preto que terão o reconhecimento de estado de emergência pela União. O objetivo da medida é agilizar a liberação de verbas para ajuda humanitária, restabelecimento de serviços essenciais e obras de reconstrução.

Além de Guariba, os municípios de Dumont, Pradópolis, Taquaritinga, Barrinha e Ribeirão Preto também foram afetados pelo temporal. O governo de São Paulo tem atuado no envio de mantimentos, equipes da Defesa Civil e liberação de verbas para auxiliar as cidades atingidas.

Em outras cidades da região, o sentimento de impotência também foi relatado por gestores públicos. O prefeito de Dumont, Rogerson Aparecido Burjalon Ruiz, descreveu o cenário após a tempestade como um "cenário de guerra".

Já em Taquaritinga, o prefeito Fulvio Zuppani informou que foi necessário montar um abrigo para cerca de 200 moradores. Entre os danos em equipamentos públicos, o município registrou perdas em uma creche e o telhado de uma escola, que voou e atingiu residências vizinhas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.